O novo reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, professor Irineu Manoel de Souza, revela estar sintonizado com os graves problemas existentes na instituição e ciente dos desafios a superar nos próximos quatro anos.
Durante entrevista no “Conexão ND”, na Record News, disponível na íntegra no portal NDMais, admitiu claramente que a Ufsc isolou-se da comunidade catarinense nos últimos anos. Até talvez décadas, se a análise da desconexão for mais profunda.
Esta constatação revela, em primeiro lugar, sincera disposição do novo dirigente de mudar esta situação de deterioração em que se encontra a maior instituição de ensino superior de Santa Catarina, sem comando, sem autoridade e sem atentar para as aspirações comunitárias.\
SeguirÉ um bom começo. Afinal, o professor Irineu Manoel de Souza, inicia uma gestão com credenciais inéditas na história da Ufsc e até mesmo das universidades federais. Tem 48 anos de serviços prestados, 35 dos quais como funcionário técnico administrativo e 13 como integrante do magistério superior.
Formado em Administração pela Esag, tem mestrado na área e doutorado em Gestão do Conhecimento, ambos pela Ufsc. Exerceu vários cargos de chefia na administração e, ultimamente, no ensino, como Diretor do Centro Sócio Econômico.
A entrevista, com trechos publicados aqui mesmo no ND, indica clara determinação de mudanças substanciais, na avaliação da qualidade dos currículos, na análise sobre evasão escolar, sobre cursos que tem mais vagas do que alunos, sobre o abandono do campus e a necessidade de limpeza e humanização e a necessidade premente de proteção do patrimônio físico, que tem caráter público e anda desprezado.
O novo reitor tem, assim, direito a um crédito de confiança. Na medida em que executa inovações verá crescer o prestígio da gestão.
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