UFSC sediará fórum global sobre riscos de desastres

Será a 1ª vez que o Brasil recebe o Fórum Global, voltado a acadêmicos, políticos, representantes do setor privado e de organizações comunitárias

Redação ND Florianópolis

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A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) sediará parte da programação do UR22 (Understanging Risk Global Forum), entre 28 de novembro e 2 de dezembro, de forma híbrida e com atividades presenciais em Florianópolis.

Imagem mostra entrada da Universidade Federal de Santa Catarina que receberá fórum UFSC tem passado glorioso e histórico de má gestão. – Foto: Anderson Coelho/Arquivo ND

O evento reúne uma comunidade internacional de especialistas e profissionais da área de identificação de riscos de desastres, especificamente na avaliação e comunicação de riscos.

Segundo a instituição, esta será a 1ª vez que o Brasil recebe o Fórum Global, voltado a acadêmicos, políticos, representantes do setor privado e de organizações comunitárias.

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Durante  cinco dias, a conferência apresentará os mais recentes conhecimentos e inovações na área de gestão de risco de desastres, abrangendo tópicos que vão desde sistemas de alerta precoce até resiliência urbana, comunicação e financiamento do risco.

A última edição aconteceu em 2020 e registrou cerca de  registrou cerca de 2,6 mil participantes de 179 países e, ao longo de três dias, contabilizou 138 horas de conteúdo, distribuídas em 120 sessões com 534 palestrantes.

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Programação

A cerimônia de abertura do Understanding Risk Global Forum ocorrerá no dia 28 de novembro, na Fortaleza de São José da Ponta Grossa, mantida pela UFSC e localizada no Norte da Ilha de Santa Catarina.

Evento UR inicia em 28 de novembro, em Florianópolis – Foto: UFSC/Reprodução/NDEvento UR inicia em 28 de novembro, em Florianópolis – Foto: UFSC/Reprodução/ND

A conferência principal será promovida entre nos dias 29 e 30 de novembro no P12 Parador Internacional, em Jurerê Internacional.

Já as atividades do Focus Day serão realizadas no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancelier de Olivo, na UFSC, no campus Trindade.

Os eventos do Focus Day incluem workshops focados em desafios, hackathons, sandboxes, treinamento, lançamentos de livros, relatórios e iniciativas, demonstrações de inovação, reuniões e seminários.

O idioma oficial dos Fóruns de Understanding Risk é o inglês; porém, pode haver algumas sessões em outros idiomas, principalmente o português, conforme descrição no site do evento.

O campo temático a ser debatido na conferência compreende:

  • Resiliência urbana e costeira;
  • Alerta precoce e ação antecipada;
  • Analytics e gestão de riscos;
  • Proteção social adaptativa;
  • Infraestrutura resiliente;
  • Recuperação resiliente;
  • Comunicação de risco;
  • Riscos hidrometeorológicos;
  • Tecnologia disruptiva;
  • Soluções baseadas na natureza;
  • Gestão de riscos de desastres de saúde pública;
  • Gestão de riscos inclusiva.

Understanding Risk

O Understanding Risk nasceu em 2010, a partir do reconhecimento de que a avaliação e a identificação de riscos de desastres são atividades que atravessavam setores e indústrias. Hoje forma uma comunidade de mais de 15 mil especialistas e profissionais de mais de 200 países.

A rede tem como intuito inspirar inovação, compartilhando e aplicando as melhores práticas, desenvolvendo soluções tecnológicas e viabilizando parcerias intersetoriais.

O Fórum Global acontece a cada dois anos, mas há eventos secundários menores nos níveis municipal, nacional e regional. Os eventos reúnem um grupo diversificado de pessoas dos setores privado, público, sem fins lucrativos, de tecnologia, pesquisa e acadêmico.

A América do Sul foi escolhida para sediar esta edição do evento devido ao fato de enfrentar múltiplos perigos naturais e processos socioeconômicos e ambientais que colocam a região como uma das mais vulneráveis a desastres do mundo.

Na proporção em que aumentam a frequência e a magnitude dos impactos dos desastres, os riscos para o desenvolvimento seguro tornam-se maiores, representados por prejuízos desde a segurança alimentar até a perda de meios de subsistência – consequências que podem afetar uma parcela significativa da população nas próximas décadas.

De acordo com os organizadores do UR, o Brasil oferece uma oportunidade excepcional para o mundo aprender com a região e vice-versa, além da possibilidade de contribuir com o fortalecimento da agenda de desenvolvimento sustentável, passando da compreensão do risco à ação sobre a resiliência a desastres.

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