Membros de escolas de ensino infantil realizaram uma manifestação na tarde desta terça-feira (14), em Florianópolis, reivindicando um diálogo com o governo de Santa Catarina.
Manifestação de representantes de escolas particulares não foi promovido pelo Sinepe, segundo o próprio sindicato – Foto: Reprodução/NDSegundo Graciela da Silva, responsável pela comunicação do movimento, o principal objetivo é que o Estado olhe com mais atenção para as unidades de ensino de educação infantil e para que seja possível encontrar um subsídio por parte do Estado em apoio às escolas.
“Precisamos manter a folha de pagamento e um retorno gradativo já ajudaria porque tem pais que precisam da escola e que continuariam pagando por conta da escola higienizada, limpa e organizada”, disse Graciela da Silva.
SeguirDe acordo com a assessoria da Sinepe/SC (Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina), o movimento é organizado por porta-vozes e donos de unidades de ensino, mas não conta com a participação do sindicato.
Além disso, o Sinepe/SC reforçou que já está conversando com o Governo de Santa Catarina para reivindicar o retorno das aulas a partir do início de agosto.
Vale ressaltar que o decreto estadual que proíbe as aulas presenciais valerá até o dia 2 de agosto. Segundo Graciela da Silva, as unidades também pretendem retornar nesta data.
Confira a nota da Sinepe/SC na íntegra:
Com o primeiro semestre já perdido, o ano letivo está sendo reorganizado pelas escolas particulares para ter início depois de agosto. A situação é pior nas escolas públicas devido aos estragos feitos pelo ciclone. Informa o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de SC, professor Marcelo Batista de Sousa, que na próxima sexta-feira (17) deverão ser apresentados os protocolos de retomada das aulas presenciais. Os detalhes, preparados através do comitê técnico e científico governamental, do qual professor Marcelo participa, estão em fase final. Argumenta o líder sindical que a favor das escolas há uma lista de médicos e infectologistas esclarecendo que crianças são assintomáticas. “Absolutamente necessários, esses protocolos serão o ponto de partida para a reabertura das aulas presenciais nas escolas particulares. Não é compreensível, contudo, que por demora da escola pública, devido às dificuldades logísticas do governo, se atrase ainda mais o ano letivo.”