Estudantes protestaram com cartazes nesta quinta-feira (16) em frente a uma escola em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, onde um professor de história da rede estadual de ensino foi filmado fazendo declarações nazistas em sala de aula.
O protesto foi acompanhado pelo Sinte/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado) que cobrou o afastamento do professor e explicações sobre o retorno dele à sala de aula.
O professor já era investigado pela Polícia Civil desde novembro, quando prints de mensagens enviadas por ele em um grupo privado do WhatsApp repercutiram. Na época, chegou a ser afastado do cargo por 60 dias.
Seguir“Repudiamos este professor e reforçamos que este é um caso isolado e precisa ser combatido com o uso das prerrogativas legais que tipificam este tipo de fala como crime”, disse, em nota, o sindicado.
“Defendemos a educação pública, a liberdade de cátedra e o respeito aos trabalhadores/as da educação. Nossas escolas são espaços de troca de conhecimento, de respeito e de combate a preconceitos e violência”, continuou.
Protesto reuniu dezenas de alunos nesta quinta-feira (16) – Vídeo: SInte/SC/Divulgação/ND
Afastamento
Na noite dessa quarta-feira (15), a SED (Secretaria de Estado da Educação) informou que prorrogou o afastamento do professor por mais de 60 dias e que tomará todas as providências dentro da legalidade.
A decisão foi após um vídeo viralizar na web. Nele, um aluno questiona se o professor apoia o que Hitler fez. O homem diz: “Sim, claro!”. Em seguida, ele pergunta se alguém está filmando e declara: “Eu tenho uma admiração por Hitler”.
Professor afastado por mensagens nazistas em SC volta a lecionar e a dizer que admira Hitler – Vídeo: Internet/Reprodução/ND
Ele já havia sido afastado em novembro, quando escreveu que “Hitler foi melhor que Jesus, pelo menos expurgou o que não prestava” e que “queria ser o cara responsável por expelir o gás [a quem votou no PT]”. As mensagens foram enviadas em um grupo privado.
Investigação
Segundo o delegado Juliano Baesso, o vídeo do professor será anexado ao inquérito já existente contra ele para apuração de fatos análogos. “Está em fase de conclusão, possivelmente será concluído nos próximos 10 dias”, disse.