Apesar dos períodos de outono e inverno serem marcados por doenças virais, principalmente relacionadas a condições respiratórias, outras enfermidades causadas por bactérias podem surgir durante a temporada, como é o caso da febre maculosa, comum entre maio e outubro.
O nome passou despercebido pela maioria dos brasileiros por muito tempo. No entanto, recentemente os casos da febre aumentaram no país, levantando questões sobre a doença e circunstâncias clínicas.
A febre maculosa tem sintomas que variam entre leves e graves – Foto: iStock/Divulgação/its TeensComo acontece a febre maculosa?
A doença infecciosa é causada por uma bactéria transmitida pela picada do carrapato.
SeguirEste aracnídeo é o segundo maior causador de enfermidades, perdendo apenas para os mosquitos.
Diversas de suas espécies podem disseminar a febre maculosa, no entanto, os casos mais comuns estão relacionados ao carrapato-estrela.
Embora os hospedeiros favoritos sejam os cavalos, os carrapatos podem picar outros animais, como bois, capivaras e até cachorros.
Os humanos também estão suscetíveis a serem contaminados pela bactéria, caso o aracnídeo esteja fixado na pele da vítima por pelo menos quatro horas.
Sintomas da febre maculosa
Após o contágio, os primeiros sintomas começam a surgir e variam entre traços leves até casos mais graves, podendo ser letais.
As principais manifestações da infecção são: febre, dor de cabeça, náuseas, dor muscular constante, inchaço, manchas nas regiões das mãos e dos pés e paralisia dos membros.
O diagnóstico pode ser difícil de ser identificado, já que os sintomas são parecidos com os de outras doenças, como dengue e leptospirose.
Para identificar a condição clínica, além da avaliação e de exames, é necessário saber o local onde o paciente mora ou visitou recentemente, já que é comum encontrar carrapatos em regiões de florestas e fazendas.
Como se prevenir
Como a febre maculosa é transmitida pela picada de um carrapato, a prevenção é possível – Foto: iStock/Divulgação/its TeensÉ importante ressaltar que a doença não é transmitida diretamente entre pessoas ou animais infectados.
Apesar disso, é fundamental tomar alguns cuidados para proteger a sua saúde e a de seu bichinho, principalmente se estiver em contato com regiões propícias à exposição de carrapatos. Confira as dicas:
Para você:
- O uso de roupas claras pode ajudar na identificação do animal, já que o carrapato possui uma estrutura escura;
- Calças, botas e blusas com mangas longas também podem fazer a diferença quando estiver em contato com áreas arborizadas e em gramados;
- O uso de repelentes de insetos é fundamental para prevenir esta e outras doenças;
- Durante as atividades ao ar livre, verifique constantemente se há algum carrapato no seu corpo. Caso haja, é preciso removê-lo com uma pinça e lavar a área da picada com álcool ou sabão.
Para seu pet:
- Após os passeios, examine seu bichinho cuidadosamente e verifique se ele está livre de carrapatos. Dê uma olhada na cabeça, nas orelhas, em cada perna, na barriga e nas patas. Não deixe nenhum lugar de fora!
- Assim como temos repelentes, os pets também possuem diversas formas de tratamento e prevenção de parasitas, como medicamentos orais e tópicos.
- Quando for escolher a casinha para o animal, evite estruturas de madeira com muitas frestas, que podem servir de esconderijos para carrapatos e outros hospedeiros de doenças. O ideal são alojamentos de fibra ou plástico liso.
- Produtos de limpeza comuns não eliminam completamente carrapatos. Se for o caso, opte por itens específicos ou contrate empresas de dedetização para manter a segurança do local.