Você sabe o que faz um astrofísico? Descubra a rotina dos profissionais

Capaz de compreender os comportamentos de astros do universo, um astrofísico pode atuar em instituições renomadas como a NASA; confira

Ana Caroline Arjonas Joinville

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Quem nunca ficou encantado com os segredos do universo, não é mesmo? Seja após observar uma noite estrelada ou nas aulas de ciências, a verdade é que existem inúmeros mistérios para desvendar, curiosidades que ainda precisam ser descobertas.

Mas você já imaginou como é a rotina de um astrofísico, que trabalha analisando os astros e mudanças da astrofísica?

Conheça a rotina de um astrofísico e as áreas em que o profissional pode atuarAstrofísico é um profissional com formação em física e possui especialização na área – Foto: iStock/Divulgação

Mais do que acompanhar os deslocamentos das estrelas, céu e lua, é preciso gostar de física, química e até mesmo matemática! Será que esta profissão de astrofísico é para você? Confira!

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O que faz um astrofísico?

É importante entender que o astrofísico é o profissional que tem formação em física e especialização em astronomia — ou vice-versa.

É por meio desses conhecimentos que o astrofísico é capaz de aplicar as leis da física no universo, compreendendo o comportamento do sol, astros e constelações, por exemplo. O objetivo é entender o funcionamento do universo e de tudo o que há no espaço.

Como é a profissão?

Você já imaginou como seria passar uma parte do dia observando o universo com um telescópio? Acredite, essa é uma das tarefas de um astrofísico. Isso porque o profissional fica responsável por conferir e desvendar as mudanças da galáxia, compreendendo como atua cada elemento.

Estrelas, asteroides, buracos negros e planetas são alguns dos objetos estudados, dependendo do foco. A luneta acaba sendo outra ferramenta de trabalho, facilitando a observação.

O foco é mapear a luminosidade dos astros, o que há de diferente no processo, a densidade e até mesmo a temperatura de cada agente — uma grande responsabilidade!

E ainda que o interesse pelo universo seja muito antigo, foi a evolução dos equipamentos de trabalho que ajudou a mapear e entender melhor aquilo que está ao nosso redor.

É com o uso de física, astronomia, química e matemática que novas teorias surgem, seja na direção em que o planeta se movimenta ou se é possível viajar no tempo — aqui as possibilidades são colocadas em cheque!

Onde o astrofísico pode atuar?

Alexandre Zabot, astrofísico e subcoordenador do Curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)Alexandre Zabot, astrofísico e professor do Curso de Engenharia Aeroespacial da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação/its Teens

Agora que você já sabe quais são as competências e habilidades de um astrofísico, o próximo passo é saber quais são as áreas de atuação. É importante ter em mente que existe uma porção de possibilidades e tudo vai depender daquilo que você mais gosta.

Áreas de atuação para quem é astrofísico

  • Ondas gravitacionais;
  • Radiofísica;
  • Astrofísica extragaláctica;
  • Instrumentação astronômica;
  • Física e o meio interplanetário;
  • Astrofísica ótica e infravermelho.

Os trabalhos podem ser desenvolvidos em universidades, institutos de pesquisa e até mesmo na NASA — você já pensou como seria trabalhar lá?

Onde estudar?

A UFSC ( Universidade Federal de Santa Catarina) e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) oferecem a graduação em física. A diferença é que a primeira alternativa conta com a opção de licenciatura ou bacharelado, enquanto a segunda oferece apenas a licenciatura.

Outras universidades federais, o Observatório Nacional e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais também oferecem cursos e especializações no segmento.

Para quem tem interesse no assunto, a UFSC conta com o projeto de extensão “Astrofísica para Todos”. O foco é apresentar a astrofísica para a sociedade, divulgando informações e pesquisas sobre o assunto.

E como é trabalhar como astrofísico?

“Sempre gostei de física e matemática. Eu queria seguir para a área da física teórica, mas, durante a graduação em física, comecei a estudar alguns problemas de astrofísica a convite de um professor e me apaixonei pela área. Percebi que na astrofísica encontraria problemas muito desafiadores para pesquisar e que, além disso, poderia passar o resto da vida estudando novas questões de física e matemática. Era um paraíso sem fim”, conta Alexandre Zabot, astrofísico e professor do Curso de Engenharia Aeroespacial da (UFSC).

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