
Pelo terceiro mês seguido em 2016, Itapema apresentou, segundo o Ministério do Trabalho, melhora na geração de empregos. Os dados do Caged (Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados) indicam que a cidade voltou a oferecer oportunidades de trabalho, principalmente na construção civil e no comércio. Os números foram bem recebidos pelas entidades do sistema empresarial no município, que apostam no aquecimento ainda maior da economia, com a chegada da temporada de verão.
“Nós estamos sentindo que está melhorando e que vai melhorar ainda mais. Novas lojas estão abrindo as portas, a taxa de juros baixou e os bancos já estão voltando a oferecer crédito”, avaliou o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Miguel do Canto. De acordo com ele, os investidores estão percebendo que o País se encaminha para uma condição de estabilidade política, que se reflete na economia. “Essa lei que limita os gastos do governo, aprovada no congresso, é mais um sinal ao mercado, que contribui com a estabilidade da economia”, lembrou.
Em setembro, Itapema admitiu 783 pessoas e demitiu 664 – saldo positivo de 119 vagas. Em julho o saldo havia ficado positivo em 90 e em agosto em 171. A cidade, no trimestre, aparece entre as dez maiores geradoras de empregos de Santa Catarina, embora ainda apresente saldo negativo no ano de 2016, por conta das demissões ocorridas no início do ano. São 447 vagas a menos se contabilizadas demissões e admissões.
SeguirConstrução civil com saldo positivo
A cidade de Itapema tem o verão como ponto de inflexão de sua economia e espera, segundo o presidente da CDL, uma temporada bem melhor que a do ano passado. Prova disso é a mobilização dos corretores de imóveis para as vendas de final de ano, que já tiveram início. Os negócios devem ajudar o setor a lançar novos empreendimentos, gerando ainda mais empregos nos próximos meses “Mesmo com a crise, não houve muitas demissões na construção civil, se nos compararmos com outras cidades. O setor se manteve e voltou a contratar”, avaliou Miguel.
Os dados do Caged mostram que o setor do comércio foi o que mais perdeu vagas na cidade este ano: 359. Depois vem o de serviços, com 225 e a indústria com 21. A construção civil apresenta geração positiva de 171 vagas no ano. Segundo o presidente da CDL, esse mês terá início a contratação dos trabalhadores temporários nas lojas da cidade, mas com a chegada de novos empreendimentos nas últimas semanas, a tendência é de que sejam criadas vagas permanentes, impulsionando o setor. O mesmo pode acontecer com o setor de serviços, que tem crescido nos últimos anos, acompanhando o desenvolvimento da cidade.