Farmacêutico é demitido pelo pai por aumentar o próprio salário em mais de R$ 37 mil

O profissional, contratado como gerente de farmácia em 2020, teve seu salário elevado de 3.700 euros para mais de 9.600 euros mensais

Foto de Richard Vieira

Richard Vieira Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

O Supremo Tribunal Federal da Espanha confirmou a demissão disciplinar de um farmacêutico, que aumentou seu próprio salário sem autorização da empresa, entre outras infrações. O profissional, contratado como gerente de farmácia em 2020, teve seu salário elevado de 3.700 euros para mais de 9.600 euros mensais, o que motivou a ação disciplinar e a consequente rescisão contratual.

Com a cotação atual do euro, o valor do aumento salarial indevido chega a aproximadamente R$ 37.583 mensais.

Farmacêutico é demitido pelo pai por aumentar o próprio salário em mais de R$ 37 milFarmacêutico é demitido pelo pai por aumentar o próprio salário em mais de R$ 37 mil – Foto: Freepik/Divulgação/ND

A decisão foi proferida após a rejeição de um recurso interposto pelo trabalhador, que contestava a demissão. Em sua defesa, ele argumentava que a carta de demissão não era suficientemente clara. No entanto, o Tribunal Superior de Justiça das Ilhas Canárias entendeu que a demissão era justificada, pois as infrações cometidas, incluindo o aumento salarial sem autorização e a negligência nas funções de gerência, foram comprovadas.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

A corte também descartou qualquer atenuante relacionada ao fato de o empregador ser o pai do trabalhador, afirmando que a confiança familiar não poderia ser considerada ao se avaliar o abuso cometido. As informações são do Noticias Trabajo.

Em sua decisão, o Tribunal afirmou que a quebra de confiança e o abuso de poder por parte do empregado, ao utilizar os recursos da empresa em benefício próprio, causaram “prejuízo relevante” à companhia. Assim, a demissão foi considerada como um ato legítimo, em conformidade com as normas trabalhistas.

Tópicos relacionados