Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi o município que mais gerou empregos formais no estado durante 2023. Ao todo, foram 9.428 vagas geradas ao longo do ano na maior cidade do estado.
Joinville somou 9.428 vagas geradas em 2023 – DivulgaçãoSegundo informado pelo Governo do Estado, atrás de Joinville estão Itajaí (+6.262) e Florianópolis (+3.679) na liderança da geração de empregos em SC. Negativamente, 86 municípios diminuíram o estoque de trabalhadores em 2023, sendo os piores resultados verificados em Rio do Sul (-376), São João Batista (-770) e São Bento do Sul (-1.075).
Na lista das Unidades da Federação, Santa Catarina ficou na 6º posição, com a criação de 62,7 mil empregos formais, ficando atrás de estados mais populosos como São Paulo (+390.719), Rio de Janeiro (+160.570), Minas Gerais(+140.836), Paraná (+87.599) e Bahia (+71.922).
SeguirEm termos relativos, a expansão do emprego formal em SC foi de 2,67% em 2023, abaixo da média nacional (3,49%), mas acima da região Sul (2,49%), informou o Governo do Estado.
Setores com geração de empregos em SC
Os serviços foram o grupamento com o maior saldo, com 46.339 empregos criados em 2023. Dentre os subsetores, chama atenção o aumento do ramo de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 20.106 novos empregos, ou seja, 1 de cada 3 empregos novos em SC foram nesse ramo.
Dentro dos números da indústria, o destaque foram os 6 mil empregos criados pelo ramo da construção. É o segundo ano consecutivo que a construção contribui positivamente para os números da indústria, acompanhando a melhora nos gastos familiares, como revela o Observatório da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
A estabilização dos preços dos alimentos e o aquecimento do consumo das famílias também contribuíram para a geração de 3,5 mil vagas no setor alimentício, dos quais 2 mil novos empregos foram gerados no abate e processamento de carnes. Ainda refletindo o aumento dos gastos das famílias, o ramo das indústrias de produtos químicos e plásticos, que geraram 2,8 mil empregos.
Para a economista Mariana Guedes, do Observatório da Fiesc, a redução nos custos de materiais de construção, especialmente instalações hidráulicas e elétricas, acabou refletindo em outras atividades, como a fabricação de condutores elétricos e tubos e acessórios de materiais plásticos. As vagas criadas pelos ramos de equipamentos elétricos, por exemplo, somaram 1,3 mil em 2023.
Para o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, os números devem ser comemorados: “Mais uma vez, nosso estado se destaca positivamente em relação aos demais estados brasileiros, mesmo considerando que alguns contrataram em maior quantidade, como é o caso de São Paulo, que possui uma população maior. Isso evidencia a capacidade dos trabalhadores, das empresas e o espírito empreendedor catarinense.”