O dia 6 de junho de 2023 marca os 74 anos da tragédia do avião da FAB (Força Aérea Brasileira) Douglas C-47, que saiu de Florianópolis e não venceu o gigante Morro do Cambirela, de 1.043 metros de altura, vitimando 28 pessoas nesse que já foi considerado o maior desastre aéreo da aviação brasileira.
>>> Veja fotos incríveis da Expedição
O Grupo ND, juntamente com o Exército Brasileiro, representado pelo 63º BI (Batalhão da Infantaria), esteve no local do acidente, em Palhoça. O percurso foi refeito em expedição realizada em homenagem às vítimas e celebração dos envolvidos em um resgate que durou quatro dias e envolveu mais de 350 homens.
Seguir>>> Confira a matéria completa sobre a escalada ao Cambirela
Foi ao longo da subida que, juntamente com o escritor e montanhista Silvio Adriani Cardoso, a reportagem conheceu a chamada Pedra da Bandeira, ponto exato onde a aeronave da FAB que fazia serviços para o Correio Aéreo Nacional colidiu com a asa direita, antes de se destroçar contra o imponente Cambirela.
Veja detalhe da Pedra da Bandeira, no Morro do Cambirela
Silvio Adriani, escritor e montanhista, explica a pedra que “vitimou” 28 pessoas – Vídeo: Diogo de Souza/ND
Expedição durou sete horas
Foram sete horas entre a subida e a descida do Morro do Cambirela, que soma cerca de 3,5 km de extensão e uma escalada de aproximadamente 870 metros.
A trilha que leva a um dos pontos mais altos do local e que é considerada o cume chega a 900 metros acima do nível do mar.
Além de uma equipe do Grupo ND, foram na expedição 45 militares, sendo 43 homens e duas mulheres.
Além das 28 vítimas do acidente, foram homenageados os militares que participaram da operação de resgate dos corpos e pertences das vítimas, à época.
Homenagem as vítimas e socorristas do episódio trágico de 1947, com o avião Douglas C-47 – Foto: Leo Munhoz/NDComo aconteceu a tragédia do C-47 no Cambirela
Às 13h50 do dia 6 de junho de 1949, o comandante do Douglas C-47 2023 da FAB decolou do aeroporto Hercílio Luz em direção ao Norte, tangenciando para a esquerda, como era de praxe, e tomando o rumo ao Sul, pois o destino seguinte do voo era Porto Alegre.
Dez minutos depois, o controle em terra perdeu o contato com a aeronave. Naquela tarde chuvosa e de intensa neblina, o bimotor protagonizou o maior acidente aéreo até então registrado no país, matando os 28 ocupantes, a maioria militares.
O relato da expedição e mais detalhes pode ser encontrado aqui, em matéria especial produzida pelo Grupo ND.
Bimotor protagonizou o maior acidente aéreo da época, matando 26 pessoas ao se chocar com o Cambirela- Foto: Biblioteca Central/Padre Aloísio Kolberg/ND