Em maio março deste ano, o Notícias do Dia apresentou aos seus leitores o Desterro Atlantis, equipe feminina de flag football, uma variação do futebol americano. A principal diferença entre os dois é o contato físico. Na modalidade “original” a jogada termina quando o defensor derruba o atacante, muitas vezes de forma até violenta para quem não está acostumado com o esporte. No flag, uma fita fica amarrada nos dois lados da cintura do jogador e, para encerrar a investida ofensiva, a defesa adversária precisa puxá-la.

A jogadora Gabriela Bankhardt, 22 anos, da equipe de Florianópolis, teve confirmada essa semana a sua convocação para a seleção brasileira formada para o Mundial do Panamá. Em julho será realizado o último “camp” de treinos em São Paulo e no dia 8 de agosto o grupo verde e amarelo, formado por 15 jogadoras e a comissão técnica, desembarca na América Central. O campeonato será disputado de 10 a 12 do mesmo mês.
Seguir“É uma sensação incrível demais. Eu estou muito contente e surpresa e confesso que não esperava estar na lista final”, comemora. Para chegar ao grupo, Bunk precisou passar por sete seletivas – os camps – com a presença de cerca de 100 atletas de todo o país. “É um reconhecimento pela minha dedicação e determinação em busca desse objetivo”, completou.
Enquanto a data do embarque não chega, a preparação é feita em Florianópolis, com as companheiras de Atlantis. São três vezes por semana no campo do bairro Santa Mônica. Além disso, ela passou a acordar bem mais cedo. “No último mês eu tenho feito crossfit todos os dias, às 6h”. Para fechar, a jogadora muda de função e assume a prancheta. “Às terças e quintas eu dou treino para uma equipe masculina de flag. Tudo isso tem contribuído muito para o meu aprendizado e ténica no flag”.
O custo da viagem é dividido entre as atletas, que pagam sua hospedagem, alimentação e passagens e a Confederação Brasileira de Futebol Americano, com a inscrição e estrutura de treinamento.