As equipes de futebol de Itajaí e Balneário Camboriú, no Litoral Norte Catarinense, se manifestaram a respeito das agressões racistas sofridas pelo atacante do Real Madrid, Vini Jr., no último domingo (21). Elas afirmaram que essas atitudes são inadmissíveis.
Vini aponta para torcedor na arquibancada – Foto: JOSE JORDAN / AFP / NDDe acordo com o Barra Futebol Clube, de Balneário Camboriú, o racismo e demais preconceitos são intoleráveis dentro de campo, ainda mais contra jogadores que estão apenas exercendo a profissão. A equipe afirma que a provocação, intimidação e vaia são direitos dos torcedores, mas que existem limites os quais não podem, de forma alguma, ser ultrapassados.
“O racismo sofrido pelo Vinícius Júnior é mais um claro sinal que precisamos endurecer leis e punições para comportamentos preconceituosos de qualquer ordem no futebol e na sociedade como um todo. Não dá mais, já foi ultrapassado qualquer limite”, completa o Barra.
SeguirO Camboriú Futebol Clube, de Camboriú, declarou total repúdio e indignação com o ato ocorrido no domingo (21) e ressalta: “Somos todos iguais independente de cor, raça, religião, gênero”.
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Já o Clube Náutico Marcílio Dias, de Itajaí, reforça que o racismo é um crime inaceitável e que não deve ser normalizado.
O que aconteceu neste domingo em Valência e no futebol é inaceitável.
Não podemos normalizar. Racismo é crime! Força, @vinijr ✊?— Marcílio Dias (@oficialcnmd) May 22, 2023
Desdobramentos do caso Vini Jr.
O atleta do Real Madrid, que chegou a ser expulso durante a partida após uma confusão com os jogadores adversários, teve a punição anulada pelo Comitê de Competição da Federação Espanhola de Futebol após uma reunião que durou mais de sete horas. A decisão foi tomada nesta terça-feira (23).
Vinícius Júnior chegou a sofrer um mata-leão de Hugo Duro, jogador do Valencia.
Além disso, nesta segunda-feira (22) a Real Federação Espanhola de Futebol e o Comitê Técnico de Árbitros anunciaram a demissão de seis árbitros do quadro da La Liga, incluindo Iglesias Villanueva, o responsável pelo VAR no jogo do Madrid.
Além da anulação do cartão vermelho, o Valencia recebeu uma multa de 45 mil euros (R$ 240 mil) pelos casos de racismo contra o brasileiro durante a partida e teve o setor Sul do estádio Mestalla fechado.