‘Ele não conseguia nem andar’, diz namorada de fisiculturista vítima de câncer raro em SC

João Vitor não resistiu à agressividade da doença e veio a óbito aos 25 anos, um mês após o diagnóstico

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Redação ND Criciúma

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Aos 25 anos, João Vitor Neves Machado de Queiroz descobriu um câncer raro e morreu cerca de um mês depois. Morador de Criciúma, o fisiculturista veio a óbito na madrugada da última terça-feira (19), no Sul do Estado.

Fisiculturista não resistiu à gravidade do câncerJoão Vitor praticava fisiculturismo e há cerca de quatro meses começou a sentir dores intensas. – Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND

O jovem descobriu um câncer chamado coriocarcinoma, considerado raro em homens, no mês de agosto. Desde então, o fisiculturista estava em tratamento. No entanto, devido à agressividade da doença, não resistiu e morreu.

Pontadas e fisgadas fortes

A namorada do fisiculturista, Sarah Torquato, relembra que os primeiros sintomas da doença iniciaram há quatro meses. “Ele acordava com pontadas e fisgadas intensas durante a madrugada. Porém, elas começaram a ter constância até quando ele sentava”, detalha.

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O primeiro diagnóstico apontava apenas dores musculares. “Como eu e ele somos atletas de fisiculturismo, a gente sabe o que é e o que não é. Mas relevamos. Depois, as pontadas voltaram por um certo tempo e, após um mês, estagnaram”, relembra Sarah.

João e Sarah já competiram juntos em eventos de fisiculturismo. – Foto: Arquivo pessoal/NDJoão e Sarah já competiram juntos em eventos de fisiculturismo. – Foto: Arquivo pessoal/ND

“Ele não conseguia nem andar, nem trabalhar”

Os sintomas ficaram mais intensos com o passar do tempo. “Ele começou a sentir falta de ar, tosses, não conseguia nem andar, nem trabalhar. Estava muito complicado”, afirma a namorada.

Após buscar um oncologista e fazer a biópsia, o resultado veio: maligno. “Todo a dia a gente acordava e não dava para acreditar. Mas ainda havia muita esperança pelo João ser novo e forte. Cuidávamos da alimentação, mas esse tumor é muito raro e violento”, enfatiza Sarah.

O rapaz chegou a passar por uma cirurgia, ficou internado, teve alta, mas precisou voltar ao atendimento. Na madrugada da última terça-feira, no hospital, a namorada conta que a falta de ar ficou ainda mais intensa e que após uma parada cardíaca, ele não resistiu.

Incrível, contagiante e reservado

“O João era incrível, reservado, caseiro, não saíamos… Nossa diversão era sair do trabalho e treinar. Nossos melhores momentos eram em casa, vendo série”, relembra a namorada. “Eu ficava impressionada como ele sabia lidar com as pessoas. Era um cara que contagiava. Tinha uma inocência de criança e uma educação incrível”, completa.

Um dos momentos mais marcantes foi na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), quando ele disse à namorada que o que ele estava passando era um propósito de Deus. “É importante deixar as pessoas em alerta para sempre fazerem check-up e nunca ignorarem quando alguém falar que está com dor”, finaliza Sarah.

Sobre o coriocarcinoma

O câncer coriocarcinoma é considerado raro e agressivo em homens. Entre os principais sintomas estão: dores na lombar, dificuldade respiratória, vômitos e emagrecimento. A doença costuma se disseminar rapidamente, atingindo outros órgãos.

No caso de João Vitor, o câncer se desenvolveu entre os pulmões, mas nas últimas semanas já havia atingido os rins e o fígado.

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