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Gaspar investe no esporte e impulsiona o desenvolvimento de paratletas no município

Pouco mais de um ano após o início do programa Paradesporto, o município tem dois esportistas representando SC em uma competição regional e outros 15 atletas trouxeram 17 medalhas para a cidade

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Gaspar tem hoje dois paratletas representando Santa Catarina em uma competição regional – Foto: DivulgaçãoGaspar tem hoje dois paratletas representando Santa Catarina em uma competição regional – Foto: Divulgação

O Brasil teve o melhor desempenho de sua história nos jogos paraolímpicos de Tóquio no último ano, quando ficou na sétima colocação do quadro de medalhas, com 22 ouros, 20 pratas e 30 bronzes. O investimento no esporte e na renovação de atletas posicionou o país, hoje, entre as dez principais potências da competição.

Com o objetivo de incentivar o esporte e promover a formação e desenvolvimento destes atletas em Gaspar, desde o ano passado, quando o avanço da vacinação possibilitou a retomada segura das atividades no município, a prefeitura promove, por meio da FMEL (Fundação Municipal de Esportes e Lazer) e da Secretaria de Educação, o programa Paradesporto na cidade.

“Esse é um programa que nos enche de orgulho e me emociona. Sempre que executamos qualquer ação na prefeitura pensamos na qualidade de vida das pessoas. Proporcionar para esses jovens uma atividade em que eles possam se sentir ativos, incluídos e que possam ter metas e criar vínculos é algo extraordinário e mais valioso do que qualquer obra estruturante. A alegria deles é contagiante e vamos continuar buscando formas de ampliar ainda mais essa iniciativa”, ressalta o prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Dall.

Roni Jean Muller, diretor presidente da FMEL, acrescenta que apesar de ainda ser recente no município, o programa tem se estruturado cada vez mais desde que foi implantado. “Quando começamos fazíamos somente as visitas nas escolas e hoje, com a parceria da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Gaspar, JBS e Sesi (Serviço Social da Indústria) de Blumenau, que cedem o espaço para que os treinos de paradesporto possam ser realizados, temos nossa equipe de atletismo, atletas nas modalidades de Para-Natação e Bocha Paralímpica”, explica.

Ele conta que a dedicação e o estudo detalhado sobre a proposta fizeram com que o projeto tivesse o sucesso registrado hoje. “Sem o investimento do poder público isso nunca seria possível. Foi com planejamento que conseguimos executar o programa Paradesporto em Gaspar. A semente foi plantada há pouco mais de um ano, germinou e está crescendo bem, vamos continuar trabalhando para que o programa continue a crescer e se desenvolver a cada dia”, afirma o diretor-presidente da Fundação.

Primeiras medalhas no paradesporto

O trabalho já traz resultados para o município e para os esportistas. Gaspar tem hoje dois paratletas representando Santa Catarina em uma competição regional. Além disto, outros 15 atletas trouxeram 17 medalhas para a cidade na 11ª edição dos Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina, as primeiras medalhas paralímpicas de Gaspar.

“Os primeiros frutos já estão surgindo, e estamos colhendo resultados positivos. Gaspar tem ainda tem muitos talentos a serem descobertos, e para facilitar a descoberta desses novos paratletas, a equipe técnica do programa faz visitas nas escolas do município, os levando até os locais dos treinos e promovendo avaliações com os alunos que têm algum tipo de deficiência, incentivando a prática esportiva e mostrando a estes jovens o mundo do esporte. Atualmente cerca de 150 alunos estão participando desta avaliação”, explica Roni.

Paraolimpíadas Escolares Nacionais

Em julho deste ano, dois atletas gasparenses, Arthur da Silva Shreiber, na Bocha Paraolímpica; e Gabriely Stein Hostins, na Para-natação, foram convocados pela Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte) para competir na etapa regional das Paraolimpíadas Escolares Nacionais.

Arthur tem 12 anos, é morador do Bairro Sete de Setembro e estuda na EEB Zenaide Schmitt Costa. Ele conta que teve seu primeiro contato com o Paradesporto no início de 2020, quando a professora Adriana Carvalho, da rede municipal, o apresentou ao Programa Paradesporto de Blumenau. Ele imediatamente se identificou com a Bocha Paraolímpica e iniciou os treinos em junho do mesmo ano. Apesar de muito novo, o paratleta já participou de duas edições do Parajesc e das Paraolimpíadas Escolares.

Ele conquistou ainda medalha de ouro na última participação no Parajesc. “Me sinto muito feliz e orgulhoso em ter o privilégio de representar Santa Catarina nas Paraolimpíadas Escolares Nacionais”, afirma Arthur.

Já a paratleta Gabriely Stein Hostins tem 13 anos, é moradora do Bairro Gasparinho e estuda na EEB Norma Mônica Sabel. Segundo ela, seu contato com o paradesporto ocorreu durante uma visita do coordenador do Programa Paradesporto na cidade de Gaspar, Carlos Henrique de Oliveira, em sua escola, em agosto de 2021, quando Gabriely foi convidada por ele para participar dos treinos que ocorriam no Sesi em Blumenau, ocasião em que  já demonstrou grande interesse na natação.

Ela iniciou o treinamento na modalidade de para-natação em outubro do mesmo ano e desde então participou do 1° Circuito Escolar Paraolímpico e do Parajesc, ambos nesse ano, conquistando seis medalhas de ouro e uma de prata. “A sensação de receber o convite para representar o Estado de Santa Catarina foi de realização, me sinto muito abençoada”, afirma  Gabriely.

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