Wilson Tergal, Ferreira, Ferreirinha. Ele era conhecido por muitos nomes e apelidos, mas em todas as suas vivências deixou um legado que jamais será esquecido. Seu Ferreira morreu nesta terça-feira (16), em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após 81 anos dedicados ao futebol e à música.
‘Lenda de Joinville’: Wilson Tergal morre aos 81 anos após sucesso no futebol e samba – Foto: Carlos Junior/ND“Lenda de Joinville”, disse Ninho, filho de seu Ferreira, à reportagem do portal ND Mais. Vocalista do grupo Combinação Perfeita, Ninho puxou do pai o amor pela música. “Meu rei hoje foi morar com Deus. Hoje perco meu último pilar”, publicou em uma despedida na internet.
Ninho contou que o pai estava passando por um tratamento por causa de uma bactéria no pulmão. Infelizmente, ele veio a falecer às 7h30 desta terça-feira (16).
SeguirA marca deixada por Ferreirinha vai desde os anos que jogou no JEC (Joinville Esporte Clube) até a sua participação na história das escolas de samba da cidade. Mas até mesmo antes da chegada ao município do Norte catarinense, ele já fazia história.
Wilson Tergal no Santos F. C.
Wilson Ferreira iniciou a carreira no futebol aos 15 anos, em 1957, no infanto-juvenil do Paulista de Jundiaí. Pouco tempo depois conquistou uma vaga no Santos F. C., onde ocasionalmente ganhava a camisa 7, tarefa nada fácil devido à fortíssima concorrência.
Ferreira dividiu o campo e a camisa com grandes nomes do esporte, como Pelé, Toninho Guerreiro e Rildo. Juntos, conquistaram títulos em 1967 e 1968.
Ferreirinha em Joinville
Quando chegou em Joinville, em 1974, Wilson ainda era conhecido como Ferreira. Ele veio do Colorado, do Paraná, para jogar no Caxias. Na cidade, ganhou o novo apelido. “Quando cheguei, disseram que já tinha muito Ferreira por aqui. Então, passei a ser o Ferreirinha”, contou em entrevista exclusiva ao portal ND Mais em 2012.
Após a fusão do Caxias com o América, Ferreirinha continou no JEC. O primeiro gol do atleta com a camisa tricolor aconteceu na quinta rodada do Campeonato Catarinense de 1976, em um jogo contra a Chapecoense no Ernestão. Naquele ano, o time conquistou o primeiro título do estadual.
Ferreirinha (à direita) marcou gol contra a Chapecoense em 1976 – Foto: nasceucampeao.com.br/Reprodução/NDO JEC prestou homenagem ao Ferreirinha em uma publicação na internet. “O Joinville Esporte Clube lamenta e deseja força à família e amigos da grande figura do futebol joinvilense e nacional”, disse o clube.
Fora dos campos
O ano de 1976 também foi o último da carreira de Ferreirinha nos campos. Quando decidiu se afastar do esporte, ele integrou uma companhia joinvilense e dedicou-se ao samba.
Ferreirinha foi casado com uma joinvilense, teve quatro filhos, Michelle, Vanessa, Joacir e Wilson Ferreira Júnior, e netos nascidos na cidade.