Morre Joel Ferreira do Nascimento, o Maceió, grande nome do jornalismo esportivo de SC

Aos 80 anos, após mais de 44 anos dedicados ao jornalismo esportivo catarinense, Maceió deixa legado imortal

Redação ND Joinville

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Nesta quinta-feira (14), o jornalismo esportivo de Santa Catarina perdeu uma de suas referências, com o falecimento do jornalista esportivo Joel Ferreira do Nascimento, mais conhecido como Maceió, aos 80 anos. A morte de Maceió, ocorrida às 1h05 no Hospital São José, Joinville, deixa um vazio na cobertura esportiva que ele tanto amou e transformou ao longo de sua carreira de mais de 44 anos.

Maceió é um dos mais icônicos jornalistas esportivos da história de Santa Catarina – Foto: Agobar Filho/Divulgação/NDMaceió é um dos mais icônicos jornalistas esportivos da história de Santa Catarina – Foto: Agobar Filho/Divulgação/ND

Maceió, nascido em São Francisco do Sul no dia 5 de maio de 1943, cravou seu nome na história do jornalismo esportivo catarinense como um verdadeiro mestre da profissão. Seu estilo único de contar as histórias do esporte conquistou não apenas leitores, mas também atletas e personalidades esportivas, que viam em suas palavras uma paixão genuína pelo esporte.

Com mais de 44 anos dedicados ao jornalismo esportivo catarinense Maceió deixa legado imortal – Foto: Agobar Filho/Divulgação/NDCom mais de 44 anos dedicados ao jornalismo esportivo catarinense Maceió deixa legado imortal – Foto: Agobar Filho/Divulgação/ND

Com uma memória infalível e olhos apurados, Maceió não se limitou às fronteiras de Joinville. Ele cobriu eventos esportivos de destaque, como as Olimpíadas de Atlanta em 1996 e a Copa do Mundo de 1994, ambos nos Estados Unidos. Suas palavras em textos e comentários eram inspiradas, inclusive, em grandes nomes do esporte brasileiro, como Gustavo Kuerten, o eterno Guga.

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Além de sua atuação como jornalista, Maceió também foi responsável por criar e coordenar o troféu “O Jornaleiro”, que premiava os destaques esportivos de Santa Catarina. O evento se tornou uma referência e atraiu a presença de renomados nomes do esporte nacional, como Zagallo, Romário e Zico.

Após mais de quatro décadas dedicadas ao esporte e ao jornalismo, Maceió teve que se afastar devido ao diagnóstico de Alzheimer. Sua luta contra a doença e seu legado no jornalismo esportivo permanecerão vivos na memória daqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo e trabalhar ao seu lado.

Últimas homenagens: velório e sepultamento

Informações sobre a despedida do mestre Maceió – Foto: divulgação/NDInformações sobre a despedida do mestre Maceió – Foto: divulgação/ND

O velório de Maceió acontece nesta quinta-feira (14), a partir das 11h, na capela 2 do Cemitério Municipal, localizado na Rua Borba Gato, bairro Atiradores, em Joinville. O sepultamento está programado para às 16h, no mesmo local, onde amigos, familiares e admiradores poderão prestar suas últimas homenagens a esse ícone do jornalismo esportivo.

Maceió deixa um legado inestimável, e sua ausência será profundamente sentida não apenas na redação, mas em todos aqueles que tiveram o privilégio de ler suas palavras apaixonadas sobre o esporte. Pai de três filhos, Maceió também enfrentou a perda de sua companheira, Maria Terezinha, em 2006. Sua filha, Jizele, compartilha: “O pai tinha umas tiradas, ele tinha um humor, começava falando sério, mas no fim todo mundo caía na gargalhada. Ele sempre foi um pai fantástico e trabalhou muito para tentar ajudar os atletas”. O esporte catarinense e o jornalismo esportivo choram a perda de um ícone.

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