As provas do Parajasc, em Blumenau, não começaram em todas as modalidades. Um impasse entre árbitros e Fesporte fez com que a bocha fosse cancelada, o ciclismo adiado e o atletismo ser dúvida.
Profissionais da arbitragem pedem reajuste no valor – Foto: FCA/Divulgação/NDEm nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (29), a Fesporte diz “que foi surpreendida com uma série de exigências referentes ao pagamento de pró-labores, entre algumas outras demandas solicitadas por parte da Federação Catarinense de Atletismo para a arbitragem das provas, deixando de apresentar a relação de árbitros para o evento”.
Por outro lado, Deraldo Oppa, presidente da Federação Catarinense de Atletismo, informou que os árbitros tentam nos últimos três anos ajustar a questão dos valores repassados nas competições organizadas pela Fundação Catarinense de Esporte.
Seguir“Os árbitros estão pedindo alguns avanços e nada é feito, chegou em um momento em que eles cansaram. É um movimento legítimo”, reforça.
A Fesporte recebeu ofício enviado pela FCA com o que os árbitros reivindicam. Segundo um profissional da arbitragem que não quis se identificar, toda vez eles “cediam e nunca era reajustado, agora não vamos ceder”.
O que os árbitros pedem
- Adicional de meia diária para quando exceder 8h diárias de trabalho (contadas da chegada à pista até o final da etapa);
- Aumento do valor de ressarcimento das refeições (passando dos atuais R$ 25 para R$ 35) ou fornecimento de alimentação pela FESPORTE;
- Adicional de meia diária para deslocamento de cada trecho, meia diária para ida ao evento e mais meia diária para retorno;
- Meio de transporte (ônibus) disponibilizado pela FESPORTE;
- No caso de deslocamento com carro próprio do árbitro, mantém-se a previsão da resolução atual, contudo com ressarcimento dos gastos com pedágios;
- Fiscalização quanto ao fornecimento de hospedagem conforme licitado
- Novos materiais de trabalho principalmente para algumas provas que precisam com extrema urgência (salto em altura e salto com vara, colchões e sarrafos).
Uma das reclamações também é sobre a hospedagem. O acordo fala em hotéis de três estrelas, mas os árbitros relatam que ficam em locais com menor conforto.
Abertura oficial é realizada no Parque Vila Germânica – Foto: Eraldo Schnaider/Reprodução NDAlém disso, falam que o ressarcimento de combustível leva de 45 a 60 dias para receber. Como o árbitro disse: “pagam para trabalhar”. Cada profissional ainda precisa descontar 11% de imposto.
Na nota, a Fesporte também mostra os valores que são pagos aos árbitros pelo trabalho em todas as competições organizadas pela Fundação.
Fesporte posta os valores pagos em cada evento – Foto: Fesporte/Divulgação/NDComunicado oficial da Fesporte
“A poucos dias do início dos 17o Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), a Fesporte foi surpreendida com uma série de exigências referentes ao pagamento de pró-labores, entre algumas outras demandas solicitadas por parte da Federação Catarinense de Atletismo para a arbitragem das provas, deixando de apresentar a relação de árbitros para o evento.
Na imagem que segue em anexo a este comunicado, é possível conferir um comparativo entre os valores referentes a arbitragem praticados pela Federação Catarinense de Atletismo em relação a Federação de Atletismo do estado do Rio Grande do Sul.
A Fesporte reforça o seu compromisso com o paradesporto catarinense, e não está medindo esforços para que a realização dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), aconteça normalmente em todas as modalidades.
As provas de atletismo a qual se refere este comunicado, estão programadas para acontecerem no município de Timbó (SC)”.