Congratulado como um dos maiores do Brasil, pertence ao Sul de Santa Catarina o quase centenário clube SRM (Sociedade Recreativa Mampituba), com uma sede de aproximadamente 500 mil metros² .
Com 99 anos de existência completos em maio passado, o SRM tem uma estrutura campestre com 50 hectares de terra distribuídos em três municípios: Morro da Fumaça, Criciúma e Cocal do Sul.
Clube tem um complexo com piscinas, quadras de tênis – Foto: SRM/Divulgação/NDO clube ainda conta com a sede Praia, em Balneário Rincão, além do NS Mampituba Longue, localizado no Nações Shopping, em Criciúma, espaço para associados marcarem reuniões em uma região mais central, com acesso a atendimento de secretaria.
SeguirTamanha infraestrutura foi reconhecida nacionalmente pela Fenaclubes (Confederação Nacional de Clubes), ano passado, que concedeu ao Mampituba o selo ouro, que o coloca entre os 10 mais importantes do Brasil.
“São 99 anos de muitas histórias com famílias que construíram e ainda constroem o nosso clube. A família Mampituba sempre foi muito unida desde o início liderado pelo abnegado Abílio Paulo até os dias atuais. Hoje somos um dos maiores clubes do Brasil com cerca de 2.200 sócios patrimoniais e 10 mil associados no total”, destacou o presidente do Mampituba, Larciney Antônio Fabris.
Infraestrutura
A infraestrutura disposta pelo clube é invejável. Ou, mais que isso, está à altura de toda a extensão de terra que possui. A parte social começa com o Salão Social Abílio Paulo, o principal, acrescentado por outros sete salões.
Conta com 50 churrasqueiras, quatro campos de futebol e um showbol, 15 quadras de beach tennis sendo que quatro delas são cobertas. Tem uma academia de musculação toda reformulada e considerada uma das melhores de todo o País.
Detém uma das principais estruturas de tênis no Brasil, com 15 quadras sendo que uma delas é rápida e seis, de saibro, são cobertas.
O Mampituba, como não poderia ser diferente, contabiliza em sua história uma Copa Davis, em 2019.
Destino (quase) certo do Banana Bowl, a Sociedade Recreativa Mampituba, sediou o torneio pela oitava vez consecutiva. O Banana Bowl é considerado um dos maiores torneios infanto-juvenis de tênis do mundo e, anualmente, reúne mais de 30 países.
“Para o nosso clube, nossa cidade, nossa região é um orgulho receber um campeonato da grandiosidade do Banana Bowl e ainda por tantas vezes seguidas. São cerca de 800 atletas de 35 países que trazem acompanhantes, técnicos e movimenta toda a economia da cidade e da região”, enumera Larciney.
Não para por aí
Tem ainda canchas de bocha bem como uma das melhores estruturas de sinuca do Brasil. Em 2023, inclusive, o espaço recebeu o Campeonato Brasileiro da modalidade pela terceira temporada seguida.
O espaço destinado à sinuca fica no Complexo Estético e Esportivo Édio Nagel, onde também acontecem os atendimentos com nutricionista, fisioterapia, fisio dermato, dentre outros.
A gigantesca sede ainda dispõe de um Complexo Aquático com saunas masculina e feminina, piscina infantil, de hidroginástica e, ainda, uma piscina semiolímpica. Na parte externa conta com piscinas infantil e adulta com dois toboáguas.
Sociedade Recreativa Mampituba, no Sul de Santa Catarina; clube esparramado em três cidades devido ao seu tamanho – Foto: Diogo de Souza/NDTem ainda mais
O clube também deu início a uma “nova” modalidade: o golfe. “Temos um instrutor e essa modalidade tem atraído cada vez mais pessoas do Sul de Santa Catarina”, resumiu o presidente Larciney.
Praia
Além da sede campestre, o Mampituba conta com o NS Mampituba Lounge que fica localizado no Nações Shopping. Outro atrativo da instituição é a sede praia que é sediado em Balneário Rincão onde os associados podem desfrutar de sauna, sinuca, bocha, beach tennis bem como um salão social, restaurante, entre outros.
Das 19 quadras de beach tennis 4 ficam na sede praia, em Balneário Rincão, e as outras 15 na sede campestre.
Adesão
A adesão para compartir de tamanha infraestrutura, de acordo com o site oficial do clube, é de R$ 6,250,00. A taxa conhecida como “joia” pode ser parcelada e, a partir disso, o clube cobra uma taxa mensal de R$ 300.
Atualmente são 3,5 mil sócios patrimoniais que são corroborados por um total de quase 10 mil sócios dependentes.
São desde jovens a idosos que complementam a “família” Mampituba que oferece as atividades de segunda a segunda, sempre das 6h às 23h.
De acordo com o estatuto do clube são, no máximo, 5 mil sócios patrimoniais. Às vésperas de completar 100 anos, a estimativa, segundo o presidente é encostar nesses números a partir de uma série de atividades.
“Estamos amadurecendo bem o plano de trabalho para 2024 onde queremos marcar essa data dos 100 anos com um grande ano. Temos uma série de atividades previstas e nossa ideia é fazer algo inesquecível”, lembrou Larciney.
Outro ponto que chama a atenção na estrutura administrativa do clube é que nem o presidente, e tampouco os 14 diretores que compõem o conselho deliberativo do clube são onerados para tais funções.
Sócio participativo
No vídeo a seguir, o presidente Larciney explica uma nova modalidade implantada no clube e que visa o aumento do quadro às margens do centenário da Sociedade Recreativa Mampituba.
Presidente do SRM, Larciney Antônio Fabris – Vídeo: Diogo de Souza/ND
Sociedade Mampituba
Foi em 18 de maio de 1924 que um grupo de 52 pessoas lideradas pelo jovem Abílio Paulo, fundaram o Mampituba Foot Ball Club, pioneiro no futebol do Sul catarinense.
O nome foi uma homenagem ao Rio Mampituba que divide Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. Com o passar dos anos o time de futebol deixou de existir e o Mampituba virou um clube social.
Presidente Larciney recebendo a placa de reconhecimento nacional do clube – Foto: SRM/Divulgação/NDA diretoria promovia grandes e tradicionais festas que ganharam destaque em todo o estado, como bailes de gala e o carnaval. A sede inicial ficava localizada na Praça Nereu Ramos.
Na década de 1970 foi iniciada as obras na sede campestre do clube. Fato que marcou um novo momento para o Mampituba. A construção, nos cerca de 50 hectares de terra, onde foi iniciada e projetada pelo arquiteto e presidente do clube na época, Fernando Jorge da Cunha Carneiro.
“Temos muito orgulho de toda nossa infraestrutura que impressiona. Porém mais que isso, temos orgulho de tantas e tantas famílias que aqui tem a sua segunda casa. Que cresceram no clube e fazem o Mampituba ser o que é. Sem nossos associados e a dedicação dos nossos colaboradores, sem esse amor que todos compartilhamos por esse clube, nada disso seria possível”, destaca Larciney.