Ana Maria Braga pisa em escorpião e precisa ser internada às pressas; qual o perigo da picada?

Apresentadora estava em sua fazenda na cidade de Bofete, no interior de São Paulo, quando pisou no aracnídeo na noite desse sábado (1º)

Foto de Vivian Leal

Vivian Leal Florianópolis

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A apresentadora Ana Maria Braga, de 75 anos, foi hospitalizada, na noite desse sábado (1º), após pisar em um escorpião enquanto fazia uma caminhada pela fazenda no município de Bofete, a 195 km de São Paulo. Apesar do susto, ela já recebeu alta e retornou para casa.

Apresentadora Ana Maria Braga foi hospitalizada após pisar em um escorpiãoApresentadora Ana Maria Braga foi hospitalizada após pisar em um escorpião – Foto: Ana Maria Braga/@anamariabragaoficial/Instagram

Neste domingo (2), Ana Maria Braga já apareceu nas redes sociais e mostrou parte da plantação de frutas e flores da Fazenda Primavera, propriedade com 376 hectares no interior paulista. Lá, ela também cultiva café e tem criação de alguns animais.

Ana Maria Braga foi hospitalizada após pisar em escorpião

Através de nota, a assessoria de imprensa da apresentadora informou ao ND Mais que o acidente com o escorpião aconteceu durante a noite do sábado e que, “imediatamente, [ela] procurou atendimento médico e recebeu os cuidados necessários”.

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Ana Maria Braga foi ao Pronto-Socorro do Hospital das Clínicas de Botucatu, onde passou a noite e teve alta pela manhã deste domingo. A apresentadora não comentou o ocorrido.

Ana Maria Braga conduz programas na televisão aberta desde 1996, com passagens pela Record e TV GloboAna Maria Braga conduz programas na televisão aberta desde 1996, com passagens pela Record e TV Globo – Foto: Divulgacão/Observatório dos Famosos/ND

Quais os riscos da picadura do escorpião?

Pertencentes à família dos aracnídeos, os escorpiões são animais venenosos e que usam um ferrão em sua cauda para dominar suas presas. Quando em contato com seres humanos, a substância pode causar efeitos adversos e, em casos mais severos, causar a morte.

No Brasil, há quatro espécies que representam risco à saúde pública, segundo o Ministério da Saúde. São elas:

  • Escorpião-amarelo (T. serrulatus): com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano;
  • Escorpião-marrom (T. bahiensis): encontrado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil;
  • Escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus): também apresenta reprodução do tipo partenogenética. É a espécie mais comum no Nordeste, apresentando alguns registros nos estados de Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina;
  • Escorpião-preto-da-amazônia (T. obscurus): principal causador de acidentes e óbitos na região Norte e no Estado de Mato Grosso.
Picadura do escorpião pode causar dor imediata, náuseas, sudorese intensa, hipertenção e edema pulmonar agudoPicadura do escorpião pode causar dor imediata, náuseas, sudorese intensa, hipertenção e edema pulmonar agudo – Foto: Prefeitura de Araquari/ND

Sintomas e tratamento

A picada do escorpião pode causar diversos sintomas, que vão desde dor no local, praticamente, no ato da picadura, eritema e sudorese no local. Segundo o Ministério da Saúde, crianças tem maior propensão aos sintomas do veneno do escorpião.

Em casos mais graves, dentro de algumas horas, o veneno causa sudorese profusa, agitação, tremores, náuseas, vômitos e problemas de coração, como arritmia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar agudo e choque.

O diagnóstico de acidentes escorpiônicos, mesmo quando não há marcas de picada, é eminentemente clínico-epidemiológico, não sendo empregado na rotina hospitalar exame laboratorial para confirmação do veneno circulante.

Alguns exames complementares são úteis para auxílio no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com manifestações sistêmicas, como eletrocardiograma, radiografia do tórax, ecocardiografia e exames bioquímicos. O tratamento é feito com o Soro Antiescorpiônico, de preferência ou, na falta deste, com o Soro Antiaracnídico (Loxosceles, Phoneutria e Tityus).

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