Nego Di mentiu e doou R$ 100 e não R$ 1 milhão ao RS, revela quebra de sigilo

O humorista Nego Di teria se vangloriado que havia doado uma quantia alta ao RS na época em que as chuvas assolavam o Estado gaúcho

Foto de Lídia Gabriella

Lídia Gabriella Florianópolis

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Após ser preso no domingo (14), Nego Di teve seu sigilo bancário quebrado e seus documentos revelaram uma farsa na doação do humorista às vítimas do Rio Grande do Sul. Ele teria afirmado ter doado R$ 1 milhão, mas na verdade fez um pix de R$ 100 na mesma data.

Nego Di em foto preto e brancoInfluenciador Nego Di foi preso neste domingo (14) em investigação por estelionato – Foto: Redes sociais/ Reprodução/ ND

Na época, o humorista cobrou diversas celebridades a se posicionarem e doarem para o Rio Grande do Sul, que estava sendo afetado pelas chuvas em abril de 2024. Nego Di divulgou que havia feito uma doação de R$ 1 milhão, porém o valor foi contestado pelas autoridades.

Conforme a Band do Rio Grande do Sul, a quebra de sigilo revelou que o influenciador não realizou a boa ação. O Ministério Público afirmou que comentará sobre o assunto após a análise completa dos documentos coletados nas residências de Nego Di.

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Nego Di é preso

Nego Di com óculos e blusa pretaNego Di é acusado de estelionato por venda de produtos que não foram entregues; prazo de entrega da empresa era de 50 dias – Foto: Internet/Reprodução/ND

A prisão do humorista ocorreu no domingo por suspeita de lesar pelo menos 370 pessoas com a venda de eletrodomésticos por meio de uma loja virtual.

Segundo a Polícia Civil, seus clientes pagavam pelos produtos, mas nunca os recebiam.

As investigações revelaram que não havia estoque dos produtos e, mesmo assim, o site permitia a venda.

Nego Di em meio à prédios e maresO humorista deverá prestar depoimentos para a polícia – Foto: Redes sociais/ Reprodução/ ND

Com a prisão, o humorista prestará os esclarecimentos necessários à polícia. Além disso, ele havia sido chamado para depor outras vezes, mas nunca compareceu.

As autoridades acreditam que o prejuízo dos 370 clientes seja superior a R$ 330 mil. Além disso, acredita-se que outras pessoas foram vítimas, mas nunca procuraram a polícia.

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