Carro é investimento? O preço dos carros está caindo, será que vale a pena trocar ou comprar agora?
Foto: Premium license Freepik Reprodução ND+Segundo pesquisa divulgada pela WebMotors, 90% dos brasileiros têm interesse em comprar ou trocar de carro. Sabendo disso resolvi colocar aqui alguns pontos para refletirmos sobre esse item que tem liderado a nossa lista de desejos.
Nos últimos 2 anos enfrentamos alta considerável no valor dos veículos, medido pela tabela FIPE, isto devido à fatores relacionados ao período de pandemia, que levou a explosão no preço da maioria das matérias-primas. Além da guerra na Ucrânia que causou inflação generalizada e a indústria automotiva não ficou de fora. Para se ter uma ideia, o preço médio dos carros novos, no país, foi de R$130 mil – alta de 85% em 5 anos.
SeguirNos últimos meses de 2023, começamos a viver um outro cenário. De acordo com indicadores como a Tabela Fipe e sites especializados na venda de veículos, o preço dos carros usados vem caindo. Além disso, o Governo Brasileiro anunciou em maio deste ano, redução na alíquota de imposto para esta modalidade, o que também tem impactado no valor dos carros novos.
Dito isso, a pergunta é: Será o momento então de trocar de carro ou adquirir um novo?
Verdade seja dita. Financeiramente falando, melhor não ter carro e evitar assim aquisição de um bem que irá te gerar custos e depreciar ao longo do tempo. Não preciso nem dizer que, se a aquisição envolver financiamento, ainda se deve colocar na conta os juros pagos na compra dele.
Porém, nem sempre quando se fala em finanças pessoais, 1+1 será igual a 2. Isso porque tem muitos fatores em torno da decisão de compra de um veículo que vão além dos números, como:
- Conforto
- Mobilidade
- Segurança
- Sonho
- Status
Com relação ao seu carro usado, caso você tenha comprado na época de alta, ou seja, há 2 ou 3 anos atrás, avalie sobre vendê-lo a fim de evitar que desvalorize ainda mais e se planeje para uma nova aquisição futura aproveitando a queda nos preços.
É importante que sua decisão seja CONSCIENTE, ou seja, que caiba em seu orçamento o carro pretendido, levando em consideração custos de manutenção, combustível, seguro, IPVA. Evite ao máximo financiar e procure adquirir um veículo que não inviabilize a sua qualidade de vida e a realização de outros sonhos.
No mais, siga vivendo aquilo que faz você se sentir mais feliz priorizando sempre um orçamento flexível que permita seguir investindo pelo menos de 10% a 20% da sua renda todos os meses.
Vamos juntos acelerar?
Até amanhã!
Ana Oliveira
Educadora e Mentora Financeira