O ex-treinador Muricy Ramalho costumava dizer que “a bola pune”. Ou seja, um planejamento equivocado, uma decisão errada na escolha do treinador e os equívocos na montagem do elenco costumam cobrar caro. Por outro lado, o gestor Ferran Soriano afirmou em 2010, intitulando o seu livro de que “a bola não entra por acaso”, nesta situação quando um clube aplica estratégias inovadoras e acertos na gestão focadas no profissionalismo. Mencionei essas frases para relembrar que além dos desafios que tem Avaí e Figueirense nos Brasileiros, cada um em sua divisão, muito provavelmente a dupla da Capital vai ter que encarar novamente uma Copa Santa Catarina deste ano para tentar uma vaga na Copa do Brasil de 2025. Ora, se o Estadual é deficitário, com jogos ruins; jogos sem muito público, imaginem então essa competição esvaziada, sem a presença de Criciúma e Brusque, que ao chegarem novamente na final do Catarinense tem o privilégio de esnobar a Copinha para focar somente nos jogos do Campeonato Nacional? Em resumo é isso: a bola está punindo Avaí e Figueirense que muito possivelmente vão que se dividir competições diferentes, correndo o risco de perder atletas por lesões e perder o foco no Brasileiro. Enquanto que os já citados Criciúma e Brusque, já garantidos na Copa do Brasil por chegarem na final do Estadual vão apenas disputar os brasileiros, mostrando que em caminho oposto aos times da Capital: “a bola não entra por acaso”.
A bola pune: Avaí e Figueirense devem encarar de novo a Copa SC; entenda o motivo
Enquanto Avaí e Figueirense devem encarar a esvaziada Copa SC em busca de uma das vagas na Copa do Brasil, Brusque e Criciúma que já estão lá, vão focar apenas o brasileiro
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