Gilmar Dal Pozzo chegou e não inventou. Apostou no simples para corrigir os erros do Barroca- Foto: Leandro Boeira/Avaí F.CO futebol não é uma ciência exata. Não existe nesse esporte uma fórmula pronta de sucesso, em que adicionando um elemento aqui e outro ali, pronto, os problemas estão resolvidos. Se fosse tão simples, talvez não fosse o esporte que chamamos de futebol. Gilmar Dal Pozzo sabia disso ao assumir o time do Avaí após o fracasso do Eduardo Barroca, que era tratado pelos dirigentes da Ressacada como o “novo Guardiola” do futebol brasileiro para desespero da torcida e de grande parte da impressa esportiva. O que fez então o novo treinador avaiano? Fez o simples: não inventou nada. E é esse o seu mérito. Primeiro colocou quatro jogadores no meio de campo do time, coisa que o antigo técnico, por teimosia insistia no erro. Com quatro jogadores no setor central do gramado, a defesa passou a ter mais proteção e consistência: apenas dois gols sofridos desde que o Gilmar assumiu a equipe. Meio de campo forte “o coração do time” como o próprio treinador sempre afirmou, possibilita espaço e chegadas no ataque para definir os jogos: 7 gols em quatro jogos. O segundo passo do Gilmar Dal Pozzo foi o de potencializar o futebol de cada atleta. Percebam que é exatamente o mesmo time que era treinador pelo Barroca: sim os mesmos atletas. E neste caso, o processo de conquistar o vestiário no Avaí com tantos problemas fora do gramado como atrasos de salários tornou o desafio maior. E até aqui, com 4 jogos e 4 vitórias a missão do novo técnico avaiano tem sido um grande êxito.