A interminável crise do Figueirense. São muitos os culpados

O futebol vive de fase e de ciclos. Mas a fase ruim do Figueirense insiste em não terminar.

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Torcida do Figueirense faz a festa no estádio Orlando Scarpelli – Foto: Patrick Floriani/FFC/divulgaçãoTorcida do Figueirense faz a festa no estádio Orlando Scarpelli – Foto: Patrick Floriani/FFC/divulgação

O futebol é feito de fases. Como diz um conhecido ditado: “’Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe’. O Santos do Rei Pelé não conseguiu se manter no topo para sempre, nem o Flamengo do Zico e muito o menos o Botafogo do Garrinha. Por melhor e vitoriosas que foram as fases destas equipes, numa certa hora a crise bateu, os craques se mandaram e os times ficaram remoendo e torcendo pela volta do passado glorioso. Aqui no estado não é diferente. Quem vê o Joinville hoje na quarta divisão do brasileiro, não imagina a força que foi a camisa tricolor do norte do estado. O Criciúma, hoje penando na Série C, já conquistou a Copa do Brasil e brilhou na Libertadores. Resumo: não existe garantia de eternidade no topo para nenhum time de futebol. E não seria diferente no Figueirense Futebol Clube. Mas acontece que que a crise no alvinegro está se entendo por muito tempo. A má fase até aceitável, mas no caso do time do Orlando Scarpelli a crise parece impregnada. Quando mais se tenta sair dela, mais a instituição patina, afundando a cada movimento. No estadual, com exceção do último título em 2018 – justamente no primeiro ano da parceria com a Elephant S/A) – as participações do alvinegro têm sido medíocres. No campeonato brasileiro da série B desde a queda do Figueirense em 2016, a briga tem sido apenas contra o rebaixamento. Nenhum clube chega nesse ponto da noite para o dia. Por covardia e omissão, não dá para culpar apenas a parceria (afinal, a presença dela no clube é porque alguma coisa não estava certa, correto?). Portanto a culpa recai também sobre ex-presidentes e diretorias que foram irresponsáveis em algum ponto ou adiaram os problemas “mais para a frente” como se esse dia não fosse chegar nunca. E o dia chegou. Ou melhor, os anos das “vacas magras” chegaram e insistem em fazer morada nos corredores do clube. A solução é complicada, é difícil. Se ilude que acha apenas “aportes financeiros” trarão a solução como num passe de mágica. É muito mais do que isso. É preciso mudar as mentalidades. É preciso que todos os envolvidos deixem as personalidades de lado e assumam as suas culpas. É preciso reabrir o clube para quem sempre ajudou nos momentos mais difíceis: a sua torcida. Enfim, é preciso menos pompa (que parece um defeito histórico do clube) e mais circunstâncias. Ou simplificando, e sem pedir muito: competência.