A maior virtude do Avaí foi coletiva. Mas dois jogadores merecem destaque

Nas duas vitórias do Avaí após a chegada do treinador Claudinei Oliveira, a maior virtude é o futebol coletivo. Mas pelo futebol e pela liderança em campo, 2 atletas merecem destaque.

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Futebol solidário do Avaí – Foto: André Palma Ribeiro/Avaí F. C./Divulgação/NDFutebol solidário do Avaí – Foto: André Palma Ribeiro/Avaí F. C./Divulgação/ND

Para início de conversa, é preciso dizer que a maior virtude do Avaí nas vitórias diante da Ponte Preta e do Sampaio Corrêa fora de casa, foi o chamado jogo coletivo. Nenhum jogador ficou sozinho no gramado com a bola, em qualquer momento da partida, seja na defesa, no meio ou no ataque. Sempre tinha um companheiro ao lado para ajudar. A chegada do treinador Claudinei Oliveira corrigiu esse latifúndio que existia na formação do Avaí. Com o Geninho era cada para si.

Mesmo enaltecendo o futebol coletivo não dá para deixar de destacar dois atletas no jogo de anteontem em São Luís: o zagueiro Betão e o lateral direito Edilson. Confesso que torci o nariz pela chegada do segundo jogador para o Avaí. Mas diante do Sampaio Corrêa, Edilson marcou com eficiência, apoiou e assumiu a condição de líder. Orientou os outros jogadores. Com a bola rolando, ele cobrou, berrou e passou a mão na cabeça dos jovens atletas quando foi preciso. Foi a sua melhor partida, desde o seu retorno para a Ressacada.

Sobre o Betão, além da sua liderança reconhecida e da sua identificação com a camisa do Avaí, a sua consciência tática foi primorosa. Solidário, fez a dobra de marcação no Iury para ajudar anular o atacante Pimentinha do time adversário, já que era por ali que surgia as jogadas mais agudas do time do Maranhão. Repetindo: coletivamente o time foi bem. Mas esses experientes jogadores sabem que além de suarem a camisa, têm essa missão: arrastar os outros atletas para buscar o acesso para à Série A.