Rubens Minelli em sua passagem pelo Avaí – Foto: Acervo Memória Avaiana/NDRubens Minelli era um nome que ouvia falar muito na minha infância quando me apaixonei pelo esporte chamado futebol. Atento, ouvia os mais velhos falarem que “o treinador que é tricampeão seguido do futebol brasileiro era para ser o treinador da Seleção Brasileira na Copa de 1978 na Argentina”. Pois é, mas Rubens Minelli nunca treinou o Brasil, mas nem por isso deixou de angariar o respeito de várias torcidas. Pudera, ele foi campeão brasileiro com o Palmeiras, 1969 e depois três vezes campeão brasileiro seguido comandando o Internacional em 1975 e 1976 e dirigindo o São Paulo, em 1977. Além dos títulos estaduais (2 paranaenses, 4 gaúchos e um paulista da série A2).
Mas o que muita gente não lembra, é que Rubens Minelli, que faleceu no dia de ontem (23), aos 94 anos de idade, trabalhou no Avaí como superintendente entre os anos de 2002 a 2003, trazido para o clube pelo então presidente João Nilson Zunino. A ideia era renovar o futebol do estádio da Ressacada com os conceitos “modernos” adquiridos pelo então ex-treinador na sua trajetória de vencedor. Mas qual foi o exato motivo da saída do Minelli do Avaí? Recorremos então ao livro “O Time da Raça – Almanaque de 90 anos do Avaí” dos autores Adalberto Jorge Klüser, Felipe Matos e Spyros Apóstolo Diamantares. Na página 511 da referida obra, diz o seguinte: Rubens Minelli “pediu demissão em setembro de 2003, por divergências sobre o projeto de modernização do clube e o fato de o Avaí não conseguido captar recursos para construir um centro de treinamento de excelência”. Pois é, Rubens Minelli foi um dos maiores treinadores do futebol brasileiro. E provou com a sua saída do Avaí, último clube da sua carreira, há 20 anos, que tinha visão de futuro…