*interino Diogo de Souza
“Amigos eternos”. É o que diz no detalhe da camiseta do Futebol de Quinta, grupo que se reúne semanalmente para confraternizar e manter acesa a homenagem a Aor Steffens Miranda e João Carlos Schultz, procurador e engenheiro civil, respectivamente.
Eles foram vítimas de um atropelamento fatal registrado na Beira Mar de São José, em 1º de setembro de 2017, em crime que chocou a Grande Florianópolis.
SeguirNa última quarta (13) o motorista que atropelou ambos, de 42 anos, foi condenado a 7 anos e 9 meses de reclusão. A turma de Aor e João Carlos segue firme e, segundo o grupo, mais forte depois da tragédia no começo daquela madrugada de seis anos atrás.
O grupo segue com o mesmo horário em uma quadra de futebol society, em São José, local onde o procurador e o engenheiro foram atropelados. Ambos tinham saído do jogo e confraternizado com o grupo, como tradicionalmente é feito há X anos.
Ao saírem da “resenha”, por volta da 2h de sexta, foram tragicamente arrastados por 60 metros. Um porta-voz do grupo, ao ser questionado sobre a sentença, resumiu da seguinte forma:
“Pena muito branda, muita demora para o julgamento. Mas enfim, a Justiça foi feita, essa é a Justiça do nosso País”.
O acidente
Era sexta-feira, dia 1° de setembro de 2017, quando o procurador de Justiça Aor Steffens Miranda, morreu na madrugada ao ser atropelado na avenida Beira-Mar de São José. Ele estava acompanhado por um amigo, o engenheiro civil João Carlos Schultz, que também morreu no local. No domingo seguinte, dia 3, o promotor completaria 51 anos.
De acordo com o Ministério Público, os dois saíam de uma partida de futebol quando foram atingidos na calçada por um veículo desgovernado e em alta velocidade que os arrastou por uma distância de 60 metros.