O Figueirense fez seu primeiro jogo diante do seu torcedor nesta Série C do Campeonato Brasileiro nesta segunda-feira (8). A vitória diante do Paysandu por 2 a 0 trouxe alguns pontos deste início de trabalho do técnico Roberto Fonseca.
Roberto Fonseca na estreia em casa do Figueirense – Foto: Patrick Floriani/FFC/NDÉ bem verdade que o trabalho do comandante alvinegro é bastante prematuro. No entanto, já é possível notar alguns comportamentos que o time apresentou na partida contra o Papão.
Saída de bola
O Figueirense se mostrou um time disposto a tentar sair (quase) sempre por baixo, desde o goleiro. A saída de bola é realizada sempre com os quatro defensores mais o primeiro volante (Robson Alemão) como a primeira opção de passe.
SeguirForam mostradas três variações. Na primeira, quando a bola entrava no lateral (Elias ou William Matheus), este busca um passe mais vertical, inclusive por cima, para o meio-campista ou o ponta – Gledson e Andrew pela direita e Cesinha e Gustavo França pela esquerda – para tentar progredir.
Quando conseguia fazer a bola entrar em Robson Alemão (por dentro), com tempo e espaço, o jogador busca rapidamente uma variação de corredor, tentando encontrar sempre o lateral ou ponta do lado oposto com opção para progredir com bola e ou com oportunidade um lance um contra um.
Em alguns momentos, Cesinha descia para auxiliar na saída de bola, Gledson ficava sempre em uma linha mais a frente – Vídeo: Reprodução/NDTV
Outro ponto que também foi utilizado foi o uso de Wilson com os pés. O goleiro tem boa relação com bola e, quando necessário, buscava esse passe mais longo para Cesinha, Gledson ou Bruno General.
Prioriza uma construção por baixo, terminando as jogadas prioritariamente pelos lados em associações William, Cesinha e Gustavo França pela esquerda e Elias (mais base e menos profundidade), Gledson e Andrew pela direita. General funciona bem como pivô.
— Ian Sell (@ianvsell) May 9, 2023
Como termina as jogadas
As jogadas de ataque do Figueirense terminavam prioritariamente pelos lados do campo. A equipe procurava sempre colocar ao menos três jogadores no lado onde a jogada se desenvolvia.
William Matheus, Cesinha e França pela esquerda, Elias, Gledson e Andrew pela direita. Os laterais ficavam mais na base da jogada, especialmente Elias pela direita. William fez algumas ultrapassagens por fora e por dentro.
Bola pelo lado direito com Elias, Gledson e Andrew no setor – Foto: Reprodução/NDTVQuando a jogada terminava em cruzamento, ponta e meia do lado oposto entravam na área junto com o centroavante. Ainda que em poucas oportunidades, foi também utilizada a função de General recebendo de costas.
Uso de Bruno General como pivô pode ser mais explorado – Vídeo: Reprodução/Internet/ND
Fase defensiva e pontos a melhorar
Se ataca em 4-3-3, quando não tem a bola, o “sistema” muda. O Figueirense se defende em um 4-4-2, deixando Cesinha e Bruno General encarregados de pressionar os zagueiros.
Figueirense se defende com duas linhas de quatro, deixando General e Cesinha mais a frente – Foto: Reprodução/NDTVO Figueirense variou entre uma marcação entre bloco médio e alto na partida e encontrou alguns problemas para proteger o corredor central quando subia o bloco para tentar pressionar a saída de bola rival.
O clube se defendia com encaixes individuais, fazendo perseguições prioritariamente dentro do setor. Foi normal ver William Matheus subindo em direção ao centro para perseguir o ponta direita rival, quando o Papão tentava progredir.
Subidas de pressão do Figueirense; William Matheus acompanha o ponta por dentro – Vídeo: Reprodução/NDTV
Dentro desses encaixes, um ponto vulnerável que chamou a atenção foi o espaço deixado entre zagueiro e lateral, especialmente quando o ponta rival ficava mais próximo da linha. O centroavante segurava os dois zagueiros do Figueirense e um grande espaço se formava.
Espaço grande entre lateral e zagueiro gerou espaços na última linha – Foto: Reprodução/NDTVO Paysandu conseguiu explorar algumas vezes essa fragilidade no primeiro tempo.
Intervalo grande entre zagueiro e lateral pode gerar problemas – Vídeo: Reprodução/NDTV
Intervalo grande entre zagueiro e lateral pode gerar problemas – Vídeo: Reprodução/NDTV