O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apresenta, na tarde dessa terça-feira (18), os resultados da Operação Penalidade Máxima II, que investiga a atuação de uma organização criminosa especializada em manipular resultados de jogos da Série A.
Victor Ramos – Foto: MP/NDDe manhã, segundo o Gaeco, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão em 16 municípios e seis Estados, entre eles em Chapecó/SC e Tubarão/SC.
A investigação descobriu que o grupo criminoso atuou mediante cooptação de jogadores profissionais de futebol, com oferta de valores entre R$ 50 mil a R$ 100 mil aos atletas para eles cometerem eventos determinados nos jogos.
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Em Chapecó, o zagueiro Victor Ramos, da Chapecoense, foi alvo de busca e apreensão, conforme apurado pelo colunista Eduardo Florão. O jogador foi conduzido para depoimento e teve o celular apreendido para investigação.
Apesar da suspeita contra Ramos, nenhum jogo da Chapecoense é investigado na operação. Em nota, o clube disse que “confia na integridade profissional do atleta” e que irá “colaborar totalmente com as autoridades”.
Segunda fase da operação Penalidade Máxima foi desencadeada nesta terça-feira (18) – Foto: MP de Goiás/Divulgação/NDAinda à coluna de Florão, Lucas Reis, agente do jogador, afirmou que o atleta nunca teve participação em operações de apostas esportivas e manipulações de resultados.
Victor Ramos defendeu a Chapecoense em 29 jogos na temporada passada. No início de 2023 se transferiu para a Portuguesa, mas voltou ao Verdão do Oeste na final do estadual.