Mais uma vez, a bola parada castigou o JEC, que foi derrotado pelo Caxias na tarde deste sábado (31), em Caxias do Sul. O empate colocaria o Tricolor na vice-liderança, mas novamente, a principal fragilidade do Tricolor transformou o que seria um resultado positivo, fora de casa, em pesadelo.
JEC e Caxias se enfrentam no Estádio Centenário. Tricolor quer a terceira vitória consecutiva e Grená quer desencantar após seis jogos – Foto: Vitor Forcellini/JECJá o Grená agradeceu a falha da zaga tricolor e comemorou uma vitória depois de seis partidas sem sentir o gostinho de conquistar os três pontos.
Apesar da derrota, o JEC continua na terceira posição do grupo 8. Com 15 pontos, o Tricolor foi alcançado pela equipe gaúcha, mas o saldo de gols garante a vantagem joinvilense. O Joinville recebe, no próximo sábado (7), às 17h, o Pelotas, adversário direto na briga pela segunda colocação.
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Mais de 90 minutos de um jogo morno, sem grandes jogadas, ações ou chances para os dois lados. A ausência de qualidade técnica na partida deste sábado no Estádio Centenário, fez o duelo entre Caxias e JEC se transformar em um jogo truncado, com ações limitadas e pouco trabalho para os goleiros Dalberson e Marcelo Pitol.
Apesar disso, o Caxias sabia que precisava do resultado positivo jogando em casa. O Grená não sentia o gostinho da vitória há seis partidas e, pressionado, entrou mais agressivo, tentando manter a posse de bola e pressionar o Joinville na saída, para provocar o erro e acelerar as ações ofensivas.
Mais uma vez, o gol de bola parada castigou o JEC, que perdeu em Caxias – Foto: Vitor Forcellini/JECOs donos da casa encontravam um JEC bem postado, com boa marcação e limitando os espaços. Apesar de bem defensivamente, a equipe do técnico Fabinho Santos errava muitos passes e não conseguia conectar as jogadas entre os jogadores ofensivos. Querendo vencer fora, o Joinville apostou na força do ataque tricolor, com Diego, Lucas de Sá, Mayk e Alison Mira jogando adiantados. No entanto, a teoria não refletiu na prática dentro de campo.
A primeira finalização em gol do tricolor foi aos 30 minutos, em chute de Alison Mira. Com um jogo fraco tecnicamente, o Caxias se sobressaiu e foi melhor, mas também não conseguiu chegar ao gol de Dalberson.
Na segunda etapa, sabendo que o empate era favorável o JEC voltou cadenciando a partida e tentando criar sem pressa, trabalhando de pé em pé, mas sem atacar o Caxias. Até que o castigo veio aos 31 minutos e, mais uma vez, em jogada de bola parada. Tontini cobrou escanteio pela esquerda e Marabá subiu mais do que toda a zaga tricolor para cabecear e ver a rede balançar.
O JEC ainda teve a chance de empatar a partida aos 41 minutos. Renan Castro foi derrubado na área e na cobrança, o artilheiro da série D parou em Marcelo Pitol. Alison Mira cobrou em meia altura, no canto direito, mas o goleirão grená se esticou e evitou o empate.
Para Fabinho, “há pontos positivos mesmo na derrota”
Para o técnico Fabinho Santos, é preciso dar mérito ao adversário e enxergar os pontos positivos, apesar da derrota. “Eu vejo muitos pontos positivos nesse jogo apesar da derrota. A postura da equipe precisa ser valorizada, não jogou para trás em nenhum momento, sempre jogou ofensivamente. Tecnicamente alguns jogadores não produziram como tem acontecido, mas a equipe foi organizada até o final, lutou, buscou o gol”, disse.
O gol de bola parada assombra o Tricolor nesta série D e era, justamente, uma das principais armas do Caxias. Apesar de saber disso, o Joinville sofreu o gol mais uma vez. O treinador garante que a equipe “tem trabalhado bastante”.
Os resultados desta rodada – que encerra no domingo, com o jogo entre Novorizontino e São Caetano – “embolaram” a classificação. Depois do líder isolado Novorizontino, que soma 21 pontos, Pelotas, JEC, Caxias e Marcílio Dias estão com 15 pontos, o que define a classificação é o saldo de gols. O São Luiz, que é o 6º, está a uma vitória desse bloco, somando 13 pontos. Apenas Tubarão e São Caetano estão distantes, com cinco pontos. “O nosso grupo é muito forte e precisamos fazer o resultado dentro de casa. As vitórias em casa são fundamentais”, finaliza Fabinho.
Ficha técnica
Caxias
Marcelo Pitol; Ivan (Bruno Ré), Rafael Goiano, Thiago Sales e Eduardo Diniz; Yuri, Marabá (Vidaletti), Felipe Tontini e Diogo Oliveira (Matheuzinho); Claudinho e Giovane Gomez
Técnico: Rafael Lacerda
JEC
Dalberson; Renan Castro, Fernando, Charles e Edu Melo; Caio Mello, Davi Lopes (Chrystian) e Diego; Mayk (Romarinho) Lucas de Sá (Kaynan) e Alison Mira
Técnico: Fabinho Santos
Cartões amarelos: Charles (JEC), Diogo Oliveira (CAX), Alison Mira (JEC), Rafael Goiano (CAX), Fernando (JEC)
Gols: Marabá (CAX)
Caxias x JEC
Sábado (31), às 16h
Local: Estádio Centenário
Árbitro: João Paulo Romano Queiroz (PR)
Assistentes: Tiago Augusto Kappes Diel (RS) e Mateus Olivério Rocha (RS)