A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou nesta terça-feira (23) o áudio da cabine do VAR que analisa um possível pênalti para o Palmeiras no empate contra o Flamengo no último domingo (21).
Ramon Abatti Abel, árbitro de Santa Catarina – Foto: Cesar Greco/SEP/DivulgaçãoNDA partida estava empatada em 1 a 1, quando o Verdão reclamou de uma possível falta de Vidal em Gustavo Gómez dentro da área. O catarinense Ramon Abatti Abel apitava o jogo.
O material com os áudios do VAR mostra que o árbitro da partida permitiu o reinício do jogo antes mesmo do fim da análise.
SeguirNo lance em questão, Gómez vai ao chão dentro da área após uma disputa de corpo com Vidal. O jogador do Flamengo faz uma espécie de proteção para seu goleiro fazer a defesa, mas vai direto no corpo do jogador palmeirense. A bola estava no ar. Depois disso, a bola sobra para Piquerez, que chuta para fora.
Assista ao vídeo com a checagem do VAR:
Áudio do VAR sobre o possível pênalti para o Palmeiras – Vídeo: CBF/Divulgação
Com a bola fora de campo, começa a análise do VAR, feita por Pablo Ramon Goncalves Pinheiro, que aponta o lance inicialmente como uma “proteção” de Vidal, mas continua avaliando e não apresenta uma conclusão. O jogo deveria ter parado e o juiz esperado pelas orientações.
O que diz a regra?
No entanto, antes da conclusão do VAR, Abatti diz: “agora já foi”, referindo-se à reposição de bola feita pelo Flamengo, como mostram as imagens divulgadas pela CBF.
O curioso é que enquanto os flamenguistas trocavam passes no campo de defesa, o árbitro ainda cobrava uma resposta definitiva da jogada, antes de ser tranquilizado por Pinheiro.
Palmeiras e Flamengo empataram por 1 a 1 na Série A – Foto: Cesar Greco/SEP/DivulgaçãoND“Calma, checagem completa. Tudo ok. Pode encerrar”, responde o colega na cabine, confirmando que o jogo poderia ter sido retomado e dando a entender que não foi pênalti.
O procedimento adotado pelo árbitro acabe sendo equivocado uma vez que, caso o VAR apontasse pênalti, já não haveria mais como recuar da decisão, já que a checagem só pode ser feita na primeira paralisação da partida após o lance.
* Com informações do Estadão