Vagner “Fury” O artilheiro do amor foi contratado pelo Avaí para ser o ponto de equilíbrio do elenco, alguém com experiência e liderança para guiar o time nos momentos difíceis.
Vagner Love foi bem dentro de campo, mas mal fora dele – Foto: Paulo Paiva/ Sport Recife/NDMas o que vimos no sábado foi um verdadeiro “Dia de Fúria” do atacante. Vagner Love, que deveria ser o homem frio e calculista nas derrotas, se transformou em alguém completamente fora de controle, como se tivesse explodido diante da pressão da arquibancada.
A reação imatura, típica de um atleta juvenil, viralizou negativamente e manchou a imagem do veterano. Depois de passar por grandes clubes e até pela seleção brasileira, enfrentando pressões maiores, o mínimo que se esperava dele era controle emocional, mas o que apareceu foi alguém à beira de um colapso, como se estivesse no limite.
SeguirSe Vagner “Fury” não aguenta a cobrança – algo legítimo da torcida, sem partir para a violência física – talvez seja hora de repensar seu futuro.
Assim como o protagonista do filme, Michael Douglas, que interpreta o personagem William Foster, que desabou sob o peso de sua própria frustração, Love parece prestes a desmoronar.
Se está cansado, se o peso das críticas lhe parece insuportável, talvez seja melhor considerar atuar em mercados emergentes, onde a pressão é menor, ou até mesmo se aposentar. Afinal, há momentos em que é melhor largar o fardo e aproveitar a família, ao invés de lutar contra uma rotina que já não faz sentido.
Agora, se a escolha for continuar defendendo a camisa centenária do Avaí, o jogador precisa lembrar que não pode se comportar como alguém sem limites, ainda mais sendo o capitão da equipe. A cobrança faz parte do futebol, e é inadmissível que um atleta de sua experiência perca o controle tão facilmente.
O papel de Enderson Moreira
A diretoria e o técnico Enderson Moreira precisam intervir antes que essa história se repita – já vimos esse filme no Sport, quando Vagner teve uma postura semelhante e o clube pernambucano acabou fora do G-4 da Série B.
O Leão não pode deixar que esse “roteiro hollywoodiano de destruição” se repita em Florianópolis. É obrigação pedir desculpas publicamente!