Avaí: Concorrência e companheirismo entre os goleiros do clube

Goleiros César e Igor Bohn mostram apoio mútuo na disputa sadia por uma vaga no time do Avaí

Foto de Jorge Jr.

Jorge Jr. Florianópolis

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Um tem um jeito “maluco” em campo, enquanto o outro é um “iceberg” de tranquilidade dentro das quatro linhas. Lado a lado em uma entrevista coletiva pouco comum, os goleiros César e Igor Bohn contaram sobre como é a convivência entre eles na disputa por uma vaga no time titular do Avaí.

Avaí tem os goleiros Igor Bohn e César entrosados na Série BIgor Bohn e César defendem a meta avaiana e mostram entrosamento – Foto: L.BOEIRA/ND

Cada um tem um jeito diferente de se comportar em campo e fora dele, são opostos. Titular na Série B, César é do tipo que fica orientando os companheiros, se mexe e fala sozinho para manter o foco, já Igor Bohn é mais quietão. Na concentração, segundo César, é um estilo muito peculiar.

“O Igor parece um velho (risos). Dorme cedo, não gosta de barulho, luz sempre apagada, se não tiver do jeito dele é quase um ritual, mas já tô acostumado (risos)”, contou.

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A intimidade entre os dois, exposta pelo clima com piadas internas e risadas, é dividida também com os outros profissionais da posição.

“A gente está aqui e quem vai escalar e em que momento que vai jogar é o treinador. O César vive um grande momento hoje, eu torço muito por ele, a gente tem um grupo fantástico de trabalho com os nossos preparadores. O nosso dia a dia é muito bom, muito leve, sabemos da responsabilidade que é jogar no gol do Avaí e a gente torce muito um pelo outro, seja o Otávio, o Marcos ou o Douglas, que está voltando, é um clima muito sadio”, analisou Igor Bohn.

Igor Bohn durante a atividade no CFA – Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C/NDIgor Bohn durante a atividade no CFA – Foto: Leandro Boeira/Avaí F.C/ND

“É importante ter uma amizade fora de campo. A gente consegue sair pra jantar, ter um momento de confraternização, algo que é muito importante para ter um reflexo dentro de campo”, comentou César.

Papo reto no Avaí

A saída do técnico Gilmar Dal Pozzo, que nas redes sociais chegou-se a dizer que foi motivada por uma “ação orquestrada” do elenco, foi rechaçada pelos atletas logo na primeira resposta.

“A gente sabe que momentos difíceis e resultados negativos fazem parte da profissão, mas em nenhum momento essa questão do Gilmar ou tipo de diálogo entre atletas que poderia culminar em algo desse tipo”, explicou Igor Bohn.

A convivência entre os dois goleiros ajuda também a eles reconhecerem as qualidades um do outro. De acordo com César, Igor Bohn tem um estilo que ele gostaria de ter.

Goleiros do Leão: Cesar, Otávio, Anderson Moreira, Flávio, Igor Bohn e Ryan – Foto: Leandro Boeira/Avaí FC/NDGoleiros do Leão: Cesar, Otávio, Anderson Moreira, Flávio, Igor Bohn e Ryan – Foto: Leandro Boeira/Avaí FC/ND

“Se for para ter um ponto forte do Igor é a sobriedade. Ele se mantém calmo independentemente das circunstâncias. O bicho pode estar pegando que ele fica com o mesmo semblante de frieza, algo que admirava em outros goleiros como o Dida. O Igor tem essa característica que eu queria ter”.

Já Igor Bohn, que fez uma grande temporada em 2023 e perdeu a vaga em 2024, apontou um ponto forte de César.

“Uma característica que gosto muito dele é a saída de gol. Já falei que é um diferencial dele, que nos ajuda nos momentos decisivos quando começam a fazer mais escanteios, cruzamentos, ele acaba nos ajudando bastante e de vez em quando vou tentando imitar um pouquinho”.

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