Avaí, Figueira e Chapecoense vão encarar na Série B, um calendário desgastante (e insano!)

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Uma das maiores reclamações no futebol brasileiro é o calendário de jogos considerado “desumanos” pela maioria dos atletas e treinadores nas suas entrevistas coletivas. Técnico que vem do futebol do exterior então, nem se fala. Os “professores” estrangeiros citam o nosso futebol com um misto de pena e de solidariedade.

Entra e sai ano, a promessa é de que os jogos serão melhores distribuídos e de que aos atletas não serão sacrificados, ainda mais na atualidade, quando a parte física sobressai muitas vezes à técnica e a habilidade dos atletas.

Pois bem, como ainda não será nesse ano que o problema será resolvido, ainda mais por causa da parada do futebol por causa da pandemia,  tabela básica da Série B divulgada pela CBF está tirando o sono desde agora dos preparadores físicos, médicos e fisiologistas dos nossos clubes.

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Em um mês, Avaí, Figueirense e Chapecoense, os representantes catarinenses na competição, vão entrar em campo para jogar nove vezes cada um, num espaço de um mês.

O leitor consegue imaginar que maratona é essa?  Para ter uma ideia, nove jogos representam um turno do campeonato catarinense, por exemplo. Ou, um quarto de jogos disputados de toda a série B. Repetindo: tudo isso em apenas 30 dias. Mas o problema maior pode ser para os atletas e comissão técnica, se levarmos em conta de que alguns jogos precisarão de uma verdadeira “operação de guerra” em tempos pandêmicos. (Imaginem as tensões nos hotéis e nos mais variados guichês de embarques nos aeroportos).

Os primeiros jogos retratam a insanidade que o calendário projeta: o Avaí recebe o Náutico na Ressacada, três dias depois enfrenta o Paraná em Curitiba (até aí tudo bem), só que três dias cruza o país para enfrentar o Confiança em Sergipe no Nordeste brasileiro. O rival Figueirense joga no interior paranaense diante do Operário, joga na sequência dois jogos no Scarpelli e embarca para o Maranhão. A Chapecoense – que no final das contas joga longe de todos os estádios, incluindo aqui no nosso estadual, também cruza em todas as direções para cumprir a sua tabela.

Como a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e os clubes vão conseguir cumprir a logística desse louco calendário com os seus protocolos de saúde, não tenho a menor ideia. A única certeza é de que os departamentos médicos dos clubes serão bastante frequentados pelos desgastados  jogadores – fisicamente e mentalmente!