O Avaí só empatou com a Chapecoense, na noite desta quinta-feira (30), dentro do estádio da Ressacada e deu adeus ao campeonato Catarinense 2020. O Índio Condá, que não tem nada a ver com isso, segue adiante e encara o Criciúma na próxima fase.
Com uma atuação “morna” o time de Rodrigo Santana não conseguiu agredir o seu adversário o suficiente e, assim, esbarrou na vantagem construída pelo Verdão do Oeste, na primeira partida.
Será a primeira vez, em 24 anos, que Florianópolis não terá um representante entre os quatro primeiros colocados do estadual
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Chapecoense 1 a 1 Avaí, jogo pela volta das quartas de final do Catarinense 2020 – Foto: Eduardo Valente/Estadão ConteúdoO confronto
Vencer ou vencer. Desde o apito final em Chapecó, há cerca de 20 dias, no duelo de ida entre Chapecoense e Avaí, o representante da capital tinha a ciência de que, em seus domínios, teria que marcar gols.
Os primeiros movimentos da partida até indicaram uma postura incisiva do time de Rodrigo Santana que revolucionou a sua ao trocar peças em todos os setores do campo. Betão foi sacado, Arnaldo retomou a lateral-direita, Bruno Silva voltou de suspensão e Daniel Amorim, talvez, foi o grande “trunfo” do comandante azurra.
Do lado da Chape o técnico Umberto Louzer, que perdeu Vini Locatelli horas antes da bola rolar, também entrou desfalcado de Anselmo Ramon, que assinalara o segundo gol da equipe, no Oeste, na partida de ida.
Primeira etapa
A “blitz” do Avaí até surtiu efeito: com menos de cinco minutos a equipe já somava uma chance de gol, um escanteio e uma falta ao lado da grande área.
A Chapecoense, como era de se esperar, entrou disposta a valorizar cada saída de bola. Compacta, deu a bola e o campo para o Avaí que, apesar de ter ameaçado, perdeu fôlego.
Aos 20’ a arbitragem impugnou um gol do Leão, nos pés do meia Valdívia. O assistente, no entanto, viu irregularidade no posicionamento do camisa 10 azurra.
Três minutos depois, no entanto, saiu o gol. Jogadaça de Wesley que, de maneira cirúrgica, enfiou uma bola para Daniel Amorim, um ano e três meses depois, marcar um gol com a camisa do Leão. Festa dos jogadores.
O tento tirou a Chape do seu campo de defesa. Essa movimentação, não tardou, foi recompensada. Bela jogada de Matheus Ribeiro pelo lado direito de ataque onde ele cruzou, da intermediária: Anderson Leite fez o corta-luz e a bola se desenhou para Aylon, dominar, invadir a área e tocar na saída de Lucas Frigeri.
O empate da Chape foi um balde de água fria no time de Rodrigo Santana que, depois do empate, não conseguiu mais ameaçar a meta de João Ricardo.
Segunda etapa
Apesar da expectativa e a necessidade do placar, o panorama do confronto se manteve parecido. O Avaí, com volume de jogo, mas pouca efetividade e a Chapecoense mais retraída do que antes. Mais que isso, o time forçava a queda e a bola parada a todo instante.
O técnico Rodrigo Santana, apesar da desvantagem, ainda demorou a realizar trocas na equipe. O relógio já se aproximava dos 30’ quando lançou João Lourenço e Gastón Rodríguez.
O jogo se manteve, ao passo que se aproximava do seu término, amarrando cada vez mais. Time do Avaí, sem força e sem inspiração, até tentava com bola parada, mas sem sucesso.
Foi assim até o final. De acordo com informação do colunista do Grupo ND, Fábio Machado, será a primeira vez em 24 anos que Florianópolis fica de fora dos quatro primeiros colocados da competição.
Próxima parada
A Chapecoense encara o Criciúma, que bateu o Marcílio Dias por 1 a 0 em Itajaí, na próxima fase. Data e horário serão divulgados nesta sexta-feira (31).
O Avaí se concentra na Série B do Campeonato Brasileiro, onde estreia no próximo sábado, diante do Náutico, dentro da Ressacada.
Ficha técnica
Avaí: Lucas Frigeri; Arnaldo (Gastón Rodriguez), Rafael Pereira, Airton e Capa; Ralf, Bruno Silva (Lourenço), Wesley (Pedro Castro) e Valdívia (Jonathan); Rildo (Vinícius Jaú) e Daniel Amorim. Técnico: Rodrigo Santana.
Chapecoense: João Ricardo; Ezequiel, Joílson, Luiz Otávio e Allan Ruschel; Anderson Leite, Denner, Guedes (Roney) e Matheus Ribeiro; Aylon (Allan Grafite) e Paulinho (Roni). Técnico: Umberto Louzer.
Gols: Daniel Amorim (22/1T); Aylon (28/1T)
Local: estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC). Data: 30/07/20.
Arbitragem: Rafael Traci; auxiliado por Helton Nunes e Thiaggo Americano Labes.