O jogador de futebol Gustavo Campanharo, que já vestiu a camisa da Chapecoense em 2019, detalhou ao ND+ os momentos de angústia que está vivendo com a família na Turquia, desde a última segunda-feira (6), após sentirem uma série de terremotos que já mataram mais de cinco mil pessoas.
Campanharo defendeu a Chapecoense na temporada de 2019, na Série A do Brasileiro – Foto: Márcio Cunha/Chapecoense/NDCampanharo estava viajando para uma partida de futebol que ocorreria em Giresun, quando recebeu a ligação da esposa, Bárbara Veber, que estava em casa na cidade de Kayseri, informando a tragédia, às 4h de segunda, no horário local (22h de domingo no horário de Brasília).
“A gente tinha saído para jogar, eu estava no hotel e de madrugada, às 4h da manhã, acordei com a minha esposa me ligando. Ela tinha sentido nosso prédio tremer. O primeiro tremor já tinha parado, mas durante a ligação veio o segundo. Uma situação bem angustiante”, detalhou o atleta que mora com a família na Turquia desde que deixou a Chapecoense.
SeguirA família vive a cerca de 200 km do epicentro do terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Turquia e a Síria. “Eu tinha passado por uma situação dessa um ano antes, não com a mesma intensidade, mas sabia que era algo mais sério pelo que ela relatava. Logo eles se trocaram e desceram para sair do prédio, porque as paredes começaram a ter rachaduras. O prédio estava ficando danificado”, comentou.
Ele enviou ao ND+ vídeos que mostram as paredes rachadas no clube e algumas pessoas correndo na rua. Assista abaixo.
Vídeos mostram o clube após os terremotos – Vídeo: Arquivo Pessoal/ND
O atleta lembra que muitos moradores estavam aflitos, chorando e tentando sair rapidamente do local. “Meus familiares foram para a casa de um amigo, dormiram lá e ficamos mantendo contato até eu voltar para Kayseri”, disse. “Os jogos foram cancelados e permanecemos no clube onde jogo. Até agora estamos aqui, porque achamos ser um local mais seguro e caso voltem os tremores temos facilidade de evacuar. Uma situação difícil”, completou.
O medo de voltar acontecer
“A gente sabe que pode voltar acontecer durante a semana, mês, as réplicas como chamam. A gente segue aflito, mas na esperança que o pior já passou”, disse o atleta, que planeja ir para Istambul, cidade que foi não afetada. “Alguns colegas foram para lá, outros voltaram para os países”.
Campanharo disse que ainda não tem ideia de quando os treinos devem voltar. “A gente espera que tudo volte para viver e viver normal. A gente sente muito pelos mais afetados, rezamos para encontrarem mais pessoas vivas, por mais difícil que seja. A gente reza para que o melhor aconteça”.