Brusque demora menos de um ano para fazer o que o Figueirense tenta há três

Brusque demorou menos de um ano para voltar à Série B; Figueirense, na capital, tenta fazer o mesmo há três anos desde sua queda

Foto de Diogo de Souza

Diogo de Souza Florianópolis

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O Brusque volta a jogar pela Série C neste sábado (29), já em condição de despedida. Na final da competição e classificado à Série B de 2024, o Bruscão superou suas dificuldades depois de quase encerrar as atividades.

Brusque, de Olávio, tá de volta à Série BOlávio marcou os dois gols de pênalti, na vitória do último sábado; artilheiro do Bruscão na segunda fase – Foto: Luca Gabriel Cardoso/Brusque FC/Divulgação/ND

Em Florianópolis o sentimento tem um misto de frustração e inveja do representante do Vale do Itajaí. Rebaixado em 2020 à Série C, o Figueirense completou nessa temporada seu 3º ano jogando a 3ª divisão nacional.

Com grandes problemas financeiros, o clube vai juntando as moedas para não ter que encerrar suas atividades e, mais que isso, com a esperança de fazer um trabalho efetivo – tal qual o exemplo do Brusque – e voltar à Série B.

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“Ou nós parávamos o clube, ou, com coragem e ousadia íamos em frente”. Essa revelação foi dada pelo presidente do Brusque, técnico Danilo Rezini, em entrevista a reportagem do Arena ND+, sobre a situação do Quadricolor há menos de um ano, logo após o rebaixamento à Série C.

Figueirense

O contexto apresentado do Brusque, inevitavelmente, é passível de comparação ao Figueirense. Ao menos, no final do ano passado quando o Brusque era um recém rebaixado e tinha, além dos problemas financeiros, os desafios da Série C para encarar.

O Quadricolor, como atestado, conseguiu superar as adversidades. Passou pela perda do seu patrocinador maior, atrasou seu salários, convenceu na competição e já pensa, lá na frente, na chance de, mais uma vez, estar entre os 40 maiores clubes do País.

O mais curioso é que foi o Figueirense, sob o comando de Paulo Baier, o último clube a impor uma derrota ao Brusque, na Série C. Vitória por 1 a 0, dentro do estádio Augusto Bauer.

O Figueirense, por outro lado, vai amargar mais uma temporada na difícil terceira divisão. Sem dinheiro, com uma dívida milionária e com o time se esvaindo, o clube olha com carinho para a Copa Santa Catarina  – competição na qual é líder e premia o vencedor com mais duas competições para 2024.

Bateu na trave em 2022

Existe uma espécie de trauma que deve acompanhar o Figueirense, pelo menos, até o clube retornar à Série B. Em 2022, sob o comando do técnico Júnior Rocha, o Figueirense esteve a um gol de voltar a um patamar mais condizente com sua história.

Figueirense fez uma boa campanha em 2022 onde bateu na trave; perdeu a chance de voltar à Série B – Foto: Patrick Floriani/FFC/NDFigueirense fez uma boa campanha em 2022 onde bateu na trave; perdeu a chance de voltar à Série B – Foto: Patrick Floriani/FFC/ND

Depois de conseguir a classificação ao quadrangular final, o Furacão do Estreito somou seis pontos nas três primeiras rodadas do quadrangular até que, em outras três partidas, não conseguiu uma única vitória.

ABC e Vitória, na ocasião, ficaram com as duas vagas do grupo. Mirassol e Botafogo-SP foram pelo outro lado da chave.

Realidade

Depois de chegar tão próximo em 2022, o ano de 2023 veio para dar a sensação de ter que começar tudo de novo. O Furacão do Estreito não conseguiu vaga no quadrangular final e, ainda, chegou ao último momento da Série C correndo sério risco de rebaixamento.