Catarinense volta a ser confirmado e novo calendário deve “invadir” a Série B

Avaí, Chape e Figueira, se chegarem as finais do estadual, terão que conciliar com a Segundona que está marcada para iniciar nos dias 7 e 8 de agosto; FCF e clubes terão que enrijecer protocolos

Foto de Diogo de Souza

Diogo de Souza Florianópolis

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Em busca de soluções diante de mais uma paralisação no estadual, a FCF (Federação Catarinense de Futebol), os clubes e a vigilância epidemiológica de Santa Catarina estiveram virtualmente reunidos nesta terça-feira (14). O objetivo da reunião foi encontrar um destino para a competição que, após a “primeira rodada” das quartas de final, registrou cinco clubes com novos casos de coronavírus.

Federação Catarinense de Futebol, em Balneário Camboriú – Foto: Divulgação/FCF/NDFederação Catarinense de Futebol, em Balneário Camboriú – Foto: Divulgação/FCF/ND

Foi no Oeste do Estado, em Chapecó, o episódio que acendeu o alerta das autoridades e resultou na intervenção do Executivo na manutenção do torneio que foi paralisado por 14 dias. O encontro dessa terça-feira deliberou nesse sentido onde, com prazo a contar da última segunda, sobram outros 13 dias até o retorno.

A novidade ficou por conta da liberação dos treinamentos entre as equipes que, a partir desta quarta, poderão se preparar para os jogos que devem acontecer em datas ainda não reveladas pela entidade máxima da modalidade, em Santa Catarina.

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Os reflexos de mais uma interrupção no calendário – e é importante que se ressalte diante de intermináveis casos, são prejuízos no âmbito da competição – já começaram a pipocar e, mais uma vez, a continuação do campeonato poderá ser reconsiderada, apesar da chancela da federação.

Novo protocolo

Ainda em busca da manutenção do campeonato, um novo protocolo deverá ser formalizado para que o acesso e o controle dos casos seja monitorado pelo governo do Estado. Esse novo estudo deve ser revelado até a próxima sexta (17).

Os atletas que foram testados e negativaram para a Covid-19, estão aptos a retornarem aos treinamentos já a partir desta quarta.

De acordo com informações repassadas pela assessoria da SCClubes (Associação dos Clubes de Futebol de Santa Catarina), que também participou do encontro, são detalhes que devem ajudar o retorno do futebol mas, dessa vez, sem interrupção.

Invasão na Série B

O cálculo é relativamente simples: se os jogos poderão ser realizados somente daqui 13 dias, haverá um conflito de tabelas entre o estadual e a Série B, por exemplo, onde três catarinenses tentarão o acesso à primeira divisão.

Avaí, Chapecoense e Figueirense, de acordo com a tabela divulgada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), estreiam entre os dias 7 e 8 de agosto, em confrontos que ainda serão desmembrados.

Se considerar a necessidade de cinco datas (partida de volta das quartas, duas semifinais e duas finais) para o término do Catarinense, a contar do dia 27 de julho, data que encerra a suspensão do governo do Estado, esse prazo ficará inviável diante de uma exigente Segundona.

A Série B, inclusive, promete começar com “todo o gás” já que a CBF deverá confirmar uma arrancada de quatro rodadas em intervalo de 11 dias.

A reportagem do nd+ entrou em contato com os três representantes do Estado na Segundona e, até a publicação da matéria, só obteve o retorno do Avaí: o Leão da Ilha, conforme repassado, não se “preocupa” com isso já que, antes, precisa desconstruir uma vantagem de 0 a 2 para a Chapecoense.

Protesto no Oeste

Os últimos acontecimentos geraram muita revolta no Concórdia, que precisa disputar duas partidas diante do Tubarão, para definir quem se matem entre os grandes de Santa Catarina. No último final de semana o Galo do Oeste se deslocou ao Sul do Estado em vão, depois que a FCF, diante da impossibilidade de jogos em Tubarão, optou por transferir o duelo para Criciúma.

A transferência, no entanto, não foi suficiente: atletas e comissão técnica do Peixe do Sul questionaram a iniciativa pouco antes de, em nota oficial, verem o município vizinho, em decreto, inviabilizar a realização da partida que estava marcada para esta terça-feira.

O nd+ conversou com o presidente do Concórdia na manhã desta terça e, indignado, cobrou providências da federação no que diz respeito, sobretudo, aos custos da viagem até o município de Tubarão.

O presidente ainda revelou que o clube “não tem condições” de arcar com uma nova renovação de contrato com os atletas já que, conforme revelado, já o fez em duas oportunidades. O vínculo de 90% do elenco se encerra no dia 31 de julho e a presidência manifestou-se a favor do “término” da competição, sem campeão e sem rebaixados.

Em contato com a assessoria do clube, a informação é que, nesta quarta, haverá uma reunião da cúpula do Galo do Oeste para, aí sim, deliberar sobre o que fazer diante da confirmação do adiamento do estadual.

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