A Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) admitiu que houve um erro de procedimento da arbitragem na partida entre Botafogo-SP x Criciúma, pela Série B do Brasileirão, no dia 17 de julho.
Lance onde o assistente marcou impedimento antes de esperar o protocolo do VAR – Foto: CBF/Reprodução/NDA diretoria do Tigre enviou uma reclamação formal a entidade, onde pediu explicações sobre um possível erro do assistente 2 Jefferson Cleiton Piva da Silva, onde ele marcou impedimento do atacante Fabinho antes de a jogada de ataque finalizar e sem revisão do VAR.
Em nota, a entidade máxima do futebol brasileiro lamentou o ocorrido e admitiu o “equívoco no procedimento”. “Apesar das linhas virtuais não terem sido construídas, consideramos que visualmenteo jogador estava habilitado para a jogada”, afirma a CBF.
Seguir“Importante esclarecer que quando o assistente levanta sua bandeira e o árbitro paralisa a partida, o VAR não produz as linhas virtuais dentro da cabine, já que a decisão dos árbitros em campo interrompe a partida, e todas as situações técnicas”, completa.
A entidade ainda esclarece que o assistente será afastado das escalas em virtude do erro.
Confira o áudio do VAR no jogo entre Botafogo-SP e Criciúma:
Áudio do VAR de lance polêmico contra o Criciúma – Vídeo: CBF/Reprodução/ND
Confira a nota da CBF na íntegra:
Trata-se de situação envolvendo a interrupção de ataque promissor da equipe solicitante, após a marcação de impedimento pelo árbitro assistente número 02, quando seu atleta se dirigia para a meta adversária.
Questiona o clube solicitante sobre a não aplicação do protocolo VAR, principalmente no que se refere a não utilização do procedimento ‘delay flag’, que tem por objetivo retardar a marcação de infrações com potencial de equívoco, para posteriormente serem analisadas e corrigidas pelo VAR, caso seja necessário.
Solicita também o áudio dos árbitros durante a situação, para que o clube possa ouvir o que ocorreu no momento da decisão.
Importante esclarecer que quando o assistente levanta sua bandeira e o árbitro paralisa a partida, o VAR não produz as linhas virtuais dentro da cabine, já que a decisão dos árbitros em campo interrompe a partida, e todas as situações técnicas (gols, faltas, impedimentos, saídas de bola, etc…) que ocorrem após este momento não têm mais validade.
Entretanto, apesar das linhas virtuais não terem sido construídas, consideramos que visualmente o jogador estava habilitado para a jogada.
Lamentamos o incidente ocorrido, e informamos que o assistente será afastado das escalas em virtude de equívoco no procedimento.