Futebol às 11h tem se tornado frequente no futebol brasileiro. É uma tentativa válida da CBF e da detentora dos direitos de transmissão para encontrar uma alternativa aos horários tradicionais. Porém, ela cobra um preço alto em termos físicos aos jogadores.
Chapecoense teve mudança de rotina para enfrentar o CSA – Foto: João Vítor Heemann/ACF/NDTanto que a Chapecoense fez uma verdadeira operação para se adaptar ao horário do jogo contra o CSA, no sábado, na Arena Condá. Do turno de treinamento à mudança na alimentação.
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Com exceção da segunda-feira, os demais trabalhos ocorreram todos na parte da manhã. O horário foi aproximado das 11h, para acostumar os jogadores com a temperatura, principalmente.
Além disso, a maior parte dos treinamentos foram na Arena Condá, onde irá acontecer a partida.
ALIMENTAÇÃO
Um jogador de futebol gasta mais de mil calorias em uma partida. Ou seja, ele precisa estar bem alimentado para desempenhar seu ofício da melhor forma possível e também para minimizar o risco de lesão.
E vamos combinar que ninguém gosta de comer “um boi pela perna” durante a manhã. Eu mesmo, me destaco mais quando o assunto é jantar (o sobrepeso me denuncia).
Os atletas também tiveram que adaptar a ingestão de calorias para a parte da manhã, em um trabalho multidisciplinar do setor de nutrição, fisiologia e preparação física.
CLIMA DE FINAL
As mudanças impactam diretamente os jogadores. Alguns deles relataram que tentaram adaptar o horário de sono durante a semana. Dormir mais cedo para também despertar mais cedo.
O clima de decisão foi incutido na mente dos atletas. É um grande passo para a Chapecoense vencer e se firmar na luta pela permanência.