A Chapecoense fez uma partida muito ruim contra o Figueirense, na noite de quarta-feira. Apesar disso, venceu por 1 a 0, o que é um excelente resultado. Ainda assim, o futebol apresentado pelo time alviverde é preocupante.
Figueirense e Chapecoense se enfrentaram no Orlando Scarpelli – Foto: João Heemann/ACF/NDAlguns problemas persistem em aparecer. O principal está na construção de jogo.
Eu compreendo que Bruno Pivetti tem um conceito de jogo que propõe a saída desde a defesa, com valorização do jogo apoiado. Porém, diante do Figueirense a Chape ficou encaixotada atrás.
SeguirCom três minutos de jogo, Maurício já tinha errado dois passes bobos na frente da área e Rodrigo Freitas um. Com um pouco mais de qualidade, ali mesmo o time alvinegro sairia na frente.
Ponto positivo para o goleiro Airton, que fez excelentes defesas e em alguns momentos fez milagres. Não fosse ele, a Chapecoense não sairia do Scarpelli com três pontos.
Parece filme repetido, porque Airton também foi decisivo contra Criciúma e Hercílio Luz. O que também se repete é a facilidade dos adversários em dificultarem a saída de bola da Chapecoense.
É claro que demora para se tornar natural a saída de bola da Chapecoense desde trás, mas o que incomoda é a falta de alternativa. Quando o adversário pressiona, o time verde e branco não apresenta uma forma diferente para sair do sufoco.
Em todas as partidas do estadual a Chape finalizou menos do que o adversário. Em todas, construiu menos. Em todas correu mais riscos.
Agora, Bruno Pivetti terá mais 10 dias de trabalho. Até a partida diante do Concórdia, pela quinta rodada do estadual, serão 50 dias desde o início da pré-temporada. Hora da evolução aparecer.