Geninho já é coisa do passado no Sul da Ilha. Depois de confirmada sua saída, na tarde desta sexta-feira (4), o Avaí está atrás de um novo nome que, independente de quem seja, será o 4º treinador a usar o abrigo sob a casamata azurra só em 2020.
Na noite da última quinta-feira o Leão da Ilha até arrancou um empate diante do Operário, em Ponta Grossa (PR), mas aumentou sua série sem vencer para três jogos e, diante de uma pressão insustentável, Geninho convenceu a direção de que era hora de sair.
Operário 1 a 1 Avaí; despedida do técnico Geninho no Avaí após 137 jogos a frente do clube – em todas as suas passagens – Foto: André Jonsson/OFECDentre algumas verdades do futebol, maior parte são grandes clichês. “O futebol é dinâmico”, por exemplo, é uma delas.
SeguirNo Avaí essa máxima, no que tange ao comando técnico da equipe, é cumprido à risca. Em levantamento realizado pelo grupo ND, a chegada de um novo nome para tentar levar o Avaí à Série A de 2021 será, só no ano, o 4º nome a comandar a equipe.
Mais que isso, na última década, com a chegada desse nome que parece ser uma incógnita, serão 30 trocas – incluindo idas e vindas de alguns profissionais, técnicos interinos e efetivados – desde 2010.
Se englobar a década, o número cai para 26 já que passa a ser contada desde 2011.
O fato é que, independente da necessidade, o mecanismo de agir parece ser o mesmo. Afinal, o futebol é dinâmico.
Geninho e o Leão
Sem o sucesso das duas outras passagens, Geninho também colecionou o pior aproveitamento e igualmente o menor tempo a frente do Avaí. É bem verdade que, na coletiva após o empate com o Operário, o comandante deu claros sinais de fim da linha.
Em dado momento, inclusive, chegou a falar do seu amor pelo clube que, “independente do que fosse acontecer” seguiria inabalado. E Geninho pode até não ter tido o êxito esperado, mas sua identificação no Sul da Ilha não pode ser desconsiderada.
Técnico Geninho ao lado do presidente Francisco Battistotti; dupla em sua terceira “parceria”, a menor de todas até aqui – Foto: André Palma Ribeiro/Avaí FC/divulgaçãoForam 37 pontos conquistados em 26 jogos disputados, ao longo de cinco meses. Acumulado de 11 vitórias, 4 empates e 11 derrotas. O Avaí marcou 29 gols e sofreu outros 34. O aproveitamento de Geninho ficou em 47,4%.
Em 2018, ao final de 14 meses de “relação”, Geninho deixou o Leão da Ilha na Série A e um título catarinense: foram 70 jogos com 30 vitórias, 22 empates e 18 derrotas. O aproveitamento da ocasião da era Geninho ficou em 53%.
Já em 2014 Geninho fez, ao longo de nove meses, um aproveitamento de 48%, além de um outro acesso à Série A: o treinador fez 42 jogos sendo 16 vitórias, 11 empates e 15 derrotas.
Total de Geninho com o Avaí: 138 jogos, 57 vitórias, 37 empates e 44 derrotas. Aproveitamento: 50%.
Ciranda azurra
Com uma média de 3 técnicos por ano, desde 2010, o recordista a frente do Avaí foi Claudinei Oliveira que, entre 2016 e 2018 esteve ao longo de 20 meses no clube. Geninho, em sua segunda passagem, vem logo atrás com 14 meses a frente do Leão da Ilha.
Mas o nd+ ajuda a contabilizar esses intermináveis nomes, desde 2010:
2010 – Péricles Chamusca, Antônio Lopes, Édson Neguinho e Vágner Benazzi
2011 – Silas, Gallo, Toninho Cecílio e Mauro Ovelha
2012 – Hemerson Maria, Argel Fucks, Sérginho Soares
2013 – Ricardinho, Hemerson Maria, Sidney Moraes e Emerson Nunes
2014 – Paulo Turra, Pingo e Geninho
2015 – Gilson Kleina e Raul Cabral
2016 – Silas e Claudinei Oliveira (recorde no período, até 2018)
2018 – Geninho
2019 – Valentim e Evando Camilatto
2020 – Augusto Inácio, Rodrigo Santana, Geninho – ??