“Ou nós parávamos o clube, ou, com coragem e ousadia íamos em frente”. Essa revelação foi dada pelo presidente do Brusque, técnico Danilo Rezini, em entrevista a reportagem do Arena ND+, sobre a situação do Quadricolor há menos de um ano, logo após o rebaixamento à Série C.
Brusque comemorou o acesso e a vaga na final no estádio Germano Krüger – Foto: Luca Gabriel Cardoso/Brusque FC/Divulgação/NDNa ocasião o representante do Vale do Itajaí, rebaixado na Série B, recebera a decisão do seu então patrocinador master, dono da rede de Lojas Havan, Luciano Hang, de encerrar o aporte no clube.
Danilo Rezini contou que precisou reunir integrantes do clube, conselheiros, diretores e entidades, para tomar a melhor decisão acerca do futuro do quadricolor, dentro de campo.
SeguirMenos de um ano depois desse vital dilema, o Brusque celebra sua segunda final nacional da história, além da presença na Série B do Campeonato Brasileiro de 2024, mais uma vez, entre os 40 maiores clubes do País.
Brusque inapelável
No último final de semana, em mais um jogo épico nesta Série C, o Brusque bateu o Operário pela segunda vez seguida, cravou a liderança do grupo, a presença na final da competição e sua vaga entre os quatro garantidos na segunda divisão do Brasil.
Para o presidente Danilo Rezini, não existe “mágica”, mas é tudo fruto do “trabalho” realizado por toda a comunidade brusquense, bem como “uma pitadinha de sorte”.
“Não tem mágica, é bastante trabalho, dedicação e sorte. Uma pitadinha de sorte. Nós caímos para a Série C e tivemos uma queda orçamentária violenta. Tivemos que nos reestruturar. Montamos a equipe em cima dos patrocínios das camisas e tivemos que nos reinventar pois perdemos o patrocínio da Havan que era de, praticamente, 50% da receita”, explicou o mandatário quadricolor.
Rezini confirma a situação de atraso salarial, mas ele lembra que tudo o que está acontecendo é de conhecimento dos atletas. Não só o fato de que o clube teria que atrasar, mas que o pagamento está “prometido” devido algumas receitas que ainda devem cair nos cofres do clube.
“Tem o dinheiro da Liga Forte e a transferência do Jorginho (o volante ítal-brasileiro trocou o Chelsea pelo Arsenal, ambos de Londres (ING)). Temos uma cota para receber, o grupo de jogadores sabe disso, confiou e entendeu”, acrescentou Rezini.
A reportagem ainda indagou a presidência sobre a possibilidade de Luciano Hang, a partir do êxito do clube, voltar a patrocinar o Brusque, mas no momento “não tem nada oficial”.
Presente e futuro
O Brusque, ainda que celebre seu momento que prevê grandes emoções para o próximo mês, passa por um grande dilema estrutural. Sem o estádio Carlos Renaux e ainda refém de aluguel para treinar e se preparar durante a temporada, o time do Vale do Itajaí sabe que precisa dar um salto se quiser, realmente, se consolidar como uma força de Santa Catarina.
Apesar de grandes resultados nos últimos anos, o clube carece de estrutura física desde o espaço para seus dirigentes conduzirem o clube, como para a preparação do futebol.
A partir de 2024 a situação vai ficar ainda mais restrita já que o estádio Augusto Bauer, do Clube Atlético Carlos Renaux, vai ser fechado para obras de revitalização.
O Arena ND+ até trouxe, nesta terça-feira, um material que revela que uma das alternativas brusquenses está em Itajaí, novo estádio do Barra e que está sendo construído com prazo de entrega para abril de 2024.
“O Brusque só vai crescer ainda mais, se tiver sua estrutura, uma estrutura ideal com um CT (Centro de Treinamento) e um estádio próprio. Estamos estudando alternativas”, acrescentou o presidente.