Danrlei vem se destacando pela Chapecoense neste início de Campeonato Catarinense. São dois gols em quatro partidas. Por trás do atacante de 27 anos, uma história de superação até se tornar um profissional do futebol.
Danrlei, atacante da Chapecoense iniciou tarde no futebol profissional – Foto: Tiago Meneghini/ACF/NDNascido em Baião, no Pará, o jogador não fez categorias de base. Ele trabalhou na agricultura com a família até os 24 anos, quando foi descoberto pelo Independente-PA.
Paralelo ao trabalho na plantação de mandioca para produção de farinha ele atuava no futebol amador em sua cidade.
Seguir“Foi tudo muito rápido. Estava jogando amador, o clube me viu, me chamou para fazer teste. Antes eu trabalhava na roça com minha família, vivia da farinha, das plantações. O mundo girou”, disse o atacante.
A Chapecoense é apenas o terceiro clube na carreira profissional de Danrlei. Além do Independente-PA, ele também jogou no Paysandu. Apesar da carreira curta, disputou apenas 80 jogos, já conhece bem o caminho gol: foram 28 bolas na rede.
Apesar da rápida ascensão, Danrlei mantém o orgulho de sua origem humilde na Vila de Calados, no interior do Pará.
“Me considero (colono). Não tenho que esconder nada de ninguém. Foi muito tempo na roça, fazendo farinha com a família. Arroz, milho, tudinho. Passei por isso tudo e me orgulho de contar para todo mundo de onde vim.”
META OUSADA
São dois gols na Chapecoense, um a cada dois jogos. A meta do atacante está bem estabelecida. Além de ajudar o clube na busca pelo título, quer brigar pela artilharia da competição.
“Dois gols é pouco, gosto de mais e mais. Gosto de ir além. Posso ser o artilheiro do campeonato, vice. Quero sempre estar ajudando a Chapecoense, fazer gol, dar assistência, quero dar a vida pelos parceiros, pelos companheiros, pelo treinador, pela diretoria, e torcedores. Fui contratado para isso”, disse.
A Chapecoense já teve sete artilheiros do estadual. Se conquistar o feito, Danrlei entrará para uma lista cheia de jogadores históricos, como Paulo Rink, Jorge, Ronaldo e Bruno Rangel. Além deles, Bruno Cazarine, Perotti e Régis.
Danrlei comemora gol da Chapecoense contra o Figueirense – Foto: João Heemann/ACF/ND