O Marcílio Dias empatou em 0 a 0 com o Hercílio Luz em Itajaí no sábado (19) pela nona rodada do Campeonato Catarinense.
O time de Tubarão é o líder da competição, tem bons valores individuais e o técnico Raul Cabral tem comandado a grata surpresa da competição, um time tão tradicional quanto o Marcílio Dias, que sim, merece dias melhores.
É justo.
SeguirMas, em circunstância nenhuma, o Marinheiro pode empatar com o Hercílio Luz em seus domínios, até pelo histórico recente, favorável contra o Leão do Sul.
No segundo tempo, o Marcílio Dias merecia melhor sorte, é verdade. Se a bola que após uma forte cabeçada bateu no pé da trave, talvez a análise e o conteúdo da coluna hoje seriam diferentes.
Mas, a tal bola não entrou e a análise tem que ser diferente.
Marcílio Dias e Hercílio Luz ficaram no 0 a 0 no sábado – Foto: Tiago Winter/ Divulgação/CNMDTanto que no final do jogo, o Hercílio Luz parecia satisfeito com o resultado, enquanto os donos da casa, ansiosos em buscar um gol que não saiu.
Mesmo assim, o Marinheiro não foi o time que apertou o Avaí, que amassou o Joinville e que foi derrotado nos detalhes para Brusque e Figueirense.
Não, não foi.
Tudo bem que o time está desfalcado, principalmente do capitão Edimar, com algumas improvisações questionáveis, além de algumas peças que não rendem e ainda podem comprometer, como é o caso do jovem Marcel que demonstra potencial quando vai ao ataque, mas que causa palpitações na torcida quando tem a missão de marcar.
Isso sem falar, em jogadores que reconhecidamente tem mais futebol e aí, vamos direto ao nomes de Julinho, Klenisson e Douglas Packer.
É preciso reencontrar o Marcílio Dias das primeiras rodadas. Vai dar tempo? – Foto: Tiago Winter/Divulgação/CNMD/NDMuitos são os comentários que falam em negociações de jogadores, após o Estadual, de acertos que inclusive já estariam fechados.
Mas é claro, que isso não prejudica o grupo, não tira o foco do momento atual.
Pelo menos é o que todo mundo espera de um grupo profissional.
Um dos pontos de regularidade desse time, é o atacante Zé Vitor, intenso, concentrado, bem fisicamente e um constante perigo ao gol adversário. Tanto que já balançou seis vezes as redes no Catarinense.
Tudo leva a crer que vai ter um destino semelhante ao de Edu, goleador do Brusque que chegou arrebentando ao Cruzeiro em 2022.
Mas falando em Zé Vitor , duas entrevistas dele chamaram a atenção no sábado.
Artilheiro Zé Vitor chama a atenção pela bola e desenvoltura com as palavras – Foto: Tiago Winter – Divulgação/CNMDA tarde, em um reportagem perfil exibida na TV ele apontava para o letreiro “Campeão Catarinense 1963” escrito no estádio e disse que seu grande sonho, é escrever “Campeão Catarinense 2022” no mesmo Gigantão da Avenidas.
Depois do jogo, após o empate contra o Hercílio Luz, ele voltou a falar, dessa vez, ao vivo com a equipe de transmissão, elogiou o grupo e entre outras coisas, uma frase chamou a atenção
“Só a gente sabe o que tem passado aqui no dia-a-dia”.
Não é momento pra analisar qual o motivo, dessa fala do artilheiro.
Mas se essa suposta dificuldade tem causado problemas, precisa ser resolvida, de forma interna. Sem interferência de torcida ou imprensa.
E é aí, que direção ou comissão técnica precisam atuar.
É fato que toda e qualquer gordura que o Marcílio Dias tinha foi pro espaço (os pontos do jogo contra o Juventus em Jaraguá estão fazendo falta), o time que flerta com o G-8, flerta com o rebaixamento e pôde notar crescimento dos rivais na última rodada.
É preciso vencer o bom e classificado Camboriú na quarta-feira no novo tapete do bairro das Nações em jogo atrasado da oitava rodada.
Depois é focar nos dois jogos que faltam e cumprir aquilo que é prometido ao torcedor em cada entrevista coletiva após os últimos tropeços.
Pelas últimas campanhas, não dava pra imaginar o Marcílio Dias fora da zona de classificação a próxima fase em 2022, e vamos combinar que se contentar em escapar e classificar na sétima, oitava posição é muito pouco.
Fora da zona de classificação, mas sem rebaixamento, pouco demais.
Rebaixamento, então? Não deve nem passar pela cabeça
Ou deve?
O jogo contra o Camboriú vai nos dar essas respostas.