Quando ocorreu o anúncio da mudança do formato dos jogos do Brasileiro da Série C, todos contra todos em turno único e não mais com disputas nas chaves regionalizadas, comentei aqui nesta coluna diária que o campeonato seria mais difícil para os participantes, apesar de os times jogarem mais e assim garantirem um bom calendário após os estaduais.
No formato antigo, os desgastes das viagens eram muito menores: o Figueirense, ia no máximo até o interior de São Paulo. E sem contar que os adversários eram conhecidos, na sua maioria. Agora, com o novo regulamento, a delegação Alvinegra que recentemente esteve no Ceará para o jogo diante do Floresta, vai ter que retornar na próxima semana para o confronto diante do Atlético Cearense. E assim vai, um bate-volta desgastante sem parar.
E, como são adversários desconhecidos e misteriosos, é preciso também levar em conta as dificuldades técnicas da competição em si. Até aqui o Figueirense tem dois empates fora de casa e uma vitória no estádio Orlando Scarpelli. Um ótimo rendimento de 55,6% de aproveitamento. E mesmo assim, o Furacão está na nona posição, ou seja, fora da zona de classificação.
SeguirO rendimento nessas rodadas iniciais é muito alto, de 66,7 % para cima. Ou seja, o time de Florianópolis vai precisar manter esse padrão, no mínimo, para não deixar o grupo da frente se desgarrar. O Figueirense vai se classificar, tem time para isso, mas a Série C já deu mostras que será uma competição equilibrada e difícil.
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