O Liverpool vai decidir no dia 28 o título da Champions League com o Real Madrid. Para muitos uma final entre dois favoritos. Mas o time de Anfield não tem investido tanto no mercado da bola como rivais do porte de Manchester City e PSG. Talvez isso explique o sucesso da equipe de Jürgen Klopp. Contratações cirúrgicas e aprender com os próprios erros fizeram o Liverpool chegar à terceira final de Champions League nos últimos cinco anos.
Fabinho e Salah lideram o Liverpool – Foto: Paul ELLIS/AFP/NDMAIS! Acesse as últimas notícias do esporte
Em 2018 o Liverpool perdeu para o Real Madrid a decisão. Dentre os fatores apontados estavam as falhas do goleiro Karius e a saída precoce de Mohamed Salah, que se lesionou e saiu do gramado no primeiro tempo, deixando o time de Anfield sem uma referência.
SeguirO Liverpool aprendeu com os erros. Mas sem se desesperar e mandar todo mundo embora. Apostou em Alisson para o gol e resolveu o problema. Além disso investiu em algumas contratações para dar peso ao grupo. Foi campeão em 2019, batendo o Tottenham na final, e agora vai novamente decidir o caneco.
A base do Liverpool é semelhante ao time que entrou em campo na decisão de cinco atrás. Os reforços das últimas janelas elevaram o time de Klopp de patamar. O técnico lançou o seguinte time em 2018: Karius; Alexander-Arnold, van Dijk, Lovren e Robertson; Henderson, Wijnaldum e James Milner; Salah, Mané e Firmino.
Liverpool resolveu drama do gol
Liverpool tirou Alisson da Roma – Foto: Oli Scarff/AFPCalcanhar de Aquiles em 2018, o Liverpool resolveu o problema no gol com a contratação do brasileiro Alisson. Na zaga, Konaté vai se mostrando mais um acerto. O meio de campo atual conta com Fabinho, Thiago Alcântara e Keita. O ataque ganhou fôlego novo com Diogo Jota e Luis Díaz.
A manutenção da base, com o desenvolvimento de jogadores, e o alto nível de acerto no mercado da bola é a dobradinha que vem dando muito certo no Liverpool. A espinha dorsal está ali, sempre ganhando novos nomes, sob a batuta de Klopp.
A atuação do Liverpool no mercado da bola merece destaque. Da temporada seguinte à queda para o Real Madrid em 2018 para cá, a eficiência quando o assunto é reforço chama atenção. Para a temporada 2018/2019, por exemplo, o clube inglês buscou Alisson na Roma, por 62,5 milhões de euros (R$ 332,2 milhões, na cotação atual). Keita chegou do Leipzig por 60 milhões de euros (R$ 318,9 milhões, na cotação atual). O Liverpool tirou Fabinho do Monaco por 45 milhões de euros (R$ 239,2 milhões, na cotação atual). Já Shaqiri, que estava no Stoke City, custou 14,7 milhões de euros (R$ 78,1 milhões). Destes, apenas o atacante suíço não vingou.
Liverpool virou especialista em Champions League, – Foto: Reprodução/Instagram/NDShaqiri foi alternativa ao entrosado trio Salah, Mané e Firmino. Ele cumpriu a função de segurar a bronca em alguns jogos. Contudo, a trajetória dele pelo Liverpool foi discreta. Foi vendido ao Lyon, no ano passado, por 6 milhões de euros (R$ 31,8 milhões, na cotação atual).
Após investir pesadamente no mercado da bola em 2019, o Liverpool foi econômico na temporada seguinte, após o título da Champions League. Em janeiro de 2020, o clube inglês contratou Minamino, do Salzburg. Era mais uma opção para o elenco. O atacante japonês é coadjuvante e chegou a ser emprestado. Na atual temporada, tem nove gols em 23 jogos.
Para a temporada 2020/2021, o Liverpool tirou Diogo Jota do Wolverhampton por 44,7 milhões de euros (R$ 237,6 milhões, na cotação atual). Foi um acerto e tanto. O atacante português rapidamente deu resultado e se tornou peça importante do elenco de Klopp.
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O clube inglês também aproveitou uma “pechincha” e tirou Thiago Alcântara do Bayern de Munique. Como estava se encaminhando para o fim do contrato, ele foi vendido por um preço “modesto”: 22 milhões de euros (R$ 116,9 milhões, na cotação atual). Thiago teve uma primeira temporada discreta, em função da adaptação e problemas físicos. Na atual, ele toma conta do meio de campo e está em alto nível.
Na temporada passada, o Liverpool também contratou o lateral-esquerdo grego Konstantinos Tsimikas, para ser opção ao titular Robertson, por 13 milhões de euros (R$ 69,1 milhões, na cotação atual). O lateral subiu de produção nesta temporada.
Ataque ganhou mais opções
Liverpool reforçou o ataque – Foto: Divulgação/Redes sociais/NDComo amargou muitos problemas de lesão na zaga na última temporada, o Liverpool buscou uma opção para o setor no mercado da bola. O clube contratou Konaté junto ao Leizpig por 40 milhões de euros (R$ 212,6 milhões). O zagueiro vai ganhando espaço e ainda ajuda no ataque – tem três gols.
E o que falar sobre o bote do Liverpool na última janela, em janeiro? O clube inglês contratou Luis Díaz, junto ao Porto, por 45 milhões de euros (R$ 239,2 milhões, na cotação atual). O colombiano teve impacto imediato. Díaz parece estar no Liverpool há anos. Rapidamente, virou peça importante. Tem seis gols e quatro assistências em 24 jogos. Com um olhar apurado no mercado da bola, o Liverpool erra pouco, encorpa uma base de respeito e se consolida como um dos principais times do mundo.