Copa América: em luta de Estados para não receber jogos, SC fica sem se posicionar

Anúncio da realização no Brasil repercutiu negativamente ao longo do dia, em várias esferas; enquanto alguns Estados tomaram posicionamento, SC não se manifestou

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Redação ND Florianópolis

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Em uma sucessão de ações inesperadas, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) despertou uma série de sentimentos pelo Brasil e pelo continente já que, em movimento político, transferiu sua competição pela terceira vez em menos de uma semana e voltou a colocar em xeque sua já destroçada credibilidade.

Copa América de 2021 será disputada no Brasil após decisão da Conmebol; sedes ainda estão indefinidas – Foto: Lucas Figueiredo/CBF/NDCopa América de 2021 será disputada no Brasil após decisão da Conmebol; sedes ainda estão indefinidas – Foto: Lucas Figueiredo/CBF/ND

Ao longo desta segunda-feira (31) começou um movimento para saber quem (não) vai sediar a competição. Ainda pela parte da manhã a entidade máxima do futebol sul-americano confirmou, via publicação no Twitter, a realização do campeonato em solo brasileiro.

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Chancelada pelo presidente Jair Bolsonaro, a competição imediatamente virou alvo dos mais variados protestos em todo o País. A definição ainda reverberou em escalas do governo já que, no início da tarde, o senador Randolfe Rodrigues (Rede) protocolou junto ao Senado, um pedido para que o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, compareça a CPI da Covid.

Luta para (não) sediar os jogos

A rejeição – proposital ou não – da Copa América vem escalonando em velocidade inversamente proporcional ao início da competição, marcado para o dia 11 de junho.

Essa troca em sequência vem sendo registrada desde 2020 quando, por força da pandemia do coronavírus, a competição, que então seria realizada pela primeira vez na história em dois países, precisou ser transferida.

Já no atual ano essa projeção foi mantida até há duas semanas quando, também por meio do seu perfil, optou por deixar os jogos sendo disputados apenas na Argentina.

O detalhe é que, no último domingo, devido ao descontrole da Covid-19 no país vizinho, a Conmebol voltou a agir e suspender a realização dos jogos no País.

Com o ok o Executivo brasileiro, então, o campeonato foi autorizado no País. Alguns estados, no entanto, já adiantaram que “não”.

Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte e Paraná se posicionaram contrários. O governador do Rio Grande do Sul, em entrevista repercutida pela imprensa local, mais cedo, classificou como “inoportuna” a realização dos jogos em solo gaúcho.

Amazonas, Bahia e Pernambuco também manifestaram-se contrários a realização dos jogos em seus respectivos territórios.

A tendência é que a entidade sul-americana divulgue, ainda hoje, as sedes com as datas dos jogos.

FCF afirma que tem interesse

A reportagem entrou em contato com o governo de Santa Catarina para saber se, ainda que não tenha sido procurado, o governador Carlos Moisés tinha uma posição a ser adotada diante da hipótese.

O detalhe é que, até a publicação da matéria, não havia um posicionamento local.

Outro pedido foi feito junto a FCF (Federação Catarinense de Futebol) que, ao retornar, afirmou que “tem interesse” na realização, caso a oportunidade apareça.

No entanto trata-se apenas de um desejo e não há nada “concreto” por trás.