O presidente Júlio Heerdt sabe que cometeu erros na condução do futebol do Avaí nesta temporada de 2023. Seja por inexperiência, levando em conta que é o seu primeiro ano no comando da instituição, ou por ter sido enganado por profissionais ao seu redor. Sim, aqueles que só relatam maravilhas e escondem os verdadeiros problemas embaixo do tapete para garantirem seus empregos.
Júlio Heerdt. A gestão moderna prometida no futebol não aconteceu em 2022. – Foto: Leandro Boeira / AvaíO mandatário avaiano prometeu uma gestão profissional: critérios técnicos nas contratações e processos modernos de gerenciamento do clube. Só que na prática, a coisa foi muito diferente. Erros de decisões que culminaram uma temporada decepcionante: perda da Recopa na Ressacada para o Figueirense; luta contra o rebaixamento no estadual e com direito a goleada sofrida diante do seu maior rival no Scarpelli; eliminação precoce na Copa do Brasil diante do Ceilândia em casa e no Brasileiro da Série A, o rebaixamento iminente. E como saldo: 3 treinadores, 3 preparadores físicos e 2 diretores executivos de futebol.
Não dá para tapar o sol com a peneira: no gramado o primeiro ano de gestão do Júlio Heerdt foi um fracasso em que pese, o clube ter avançado em muitas questões administrativas e financeiras. (Várias decisões elogiadas aqui na coluna).
SeguirMas, é sempre bom lembrar, o futebol é a atividade fim do Avaí. E o jovem presidente tem a oportunidade de fazer uma profunda e honesta reflexão dos fatos relatados acima. É hora de ter coragem para realizar as mudanças que precisam serem feitas – tocar na ferida, se preciso. A contratação de um homem forte do futebol, que se apresente na Ressacada sem vícios e sem “amizades” para mexer nas estruturas de forma profissional, pode ser o primeiro passo. Coragem, presidente. Coragem!