Um dos convocados para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2022, o atacante Antony fez algumas revelações importantes sobre seu passado. Tendo vivido a infância em uma comunidade de São Paulo, o jogador conviveu com uma realidade que envolvia crimes e tráfico de drogas. Assim viveu situações chocantes, mas que acabou encarando com grande naturalidade. Como por exemplo passar por cima de um cadáver. O MAIS QUE UM JOGO explica a situação.
Antony veste bem a camisa da Seleção Brasileira – Foto: Lucas Figueiredo/CBFMAIS! Acesse as últimas notícias do esporte
Em entrevista ao jornal “The Players Tribune”, Antony contou que “nasceu em um inferno”.
Seguir– Nasci no inferno. Não é uma brincadeira. Os meus amigos europeus não sabem, mas a realidade é que cresci em uma favela que se chama ‘Inferninho’ – disse ele.
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O jogador contou que perto de sua casa tinha tráfico de drogas.
– A uns 15 passos da minha casa havia traficantes de droga negociando seus produtos. Isso fazia parte da minha rotina de vida. Nem tínhamos medo disso. Nosso único temor era a polícia subir e a gente ser atingido de alguma maneira. Tínhamos mais medo que a polícia derrubasse a nossa porta. Um dia entraram em nossa casa à procura de alguém, aos gritos, a correr. Não encontraram nada. Mas isso me marcou – disse ele.
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Antony deu mais detalhes sobre o episódio em que passou por cima de um cadáver.
– Quando estava com oito anos ia a caminho da escola e encontrei um homem estendido no chão. Quando me aproximei, dei conta que estava morto. Na favela ficamos um pouco insensíveis a estas coisas, não havia outra maneira de prosseguir. Fechei os olhos e saltei por cima do cadáver. Não falo para parecer duro. Era apenas a minha realidade – finalizou ele.
Depois de despontar no São Paulo, Antony se transferiu em 2020 para o Ajax. O Manchester United pagou 100 milhões de euros (mais de R$ 500 milhões) ao clube holandês pelos seus direitos federativos na janela passada.
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